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Por que existimos?

Não fomos criados sem propósito. A igreja de Cristo tem uma missão, e nós, individualmente, também temos uma missão.

Talvez você esteja pensando: “Eu canto, toco, prego, sou diácono, faço muitas coisas na igreja.” Sim, isso faz parte da missão.

Mas existe uma missão que todo cristão compartilha. Não é um dom especial para uma classe de pessoas, e também não é uma escolha — algo que eu decido se quero ou não. Deus deu uma missão, além dessas citadas, para todos os crentes: pregar o evangelho.

Essa é a missão. Talvez você possa dizer: “Eu não sei pregar”, “não conheço a Bíblia o suficiente”. Mas Deus está te chamando para transmitir aquilo que você já sabe.

Essa é a maior missão de todas. Deus está te chamando para falar dEle aos seus parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e de escola — pessoas que estão ao seu alcance.

Essas pessoas não precisam entender teologia de imediato. Elas precisam de uma mensagem de esperança. Precisam ouvir o seu testemunho de vida, como você é feliz com Cristo e o que Ele tem feito por você.

A mensagem é simples: todos podem pregar.

 

VAMOS A MISSÃO

Mateus 28:18-20
¹⁸ Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.
¹⁹ Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
²⁰ ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Jesus recebeu toda autoridade, delegou aos discípulos — e também a nós. A ordem é clara: fazer discípulos.

Fazer discípulos dá trabalho, requer dedicação. Não é somente falar de Cristo, mas caminhar com a pessoa. Mais à frente falaremos sobre isso de forma mais profunda.

Depois, conduzir essa pessoa ao batismo. Muitos pensam que essa é uma missão apenas do pastor ou da liderança — que eles vão ensinar a doutrina. Mas a consolidação da pessoa é responsabilidade de quem está discipulando.

Ensinar a obedecer é testemunhar com a própria vida, é mostrar o caminho da obediência. Precisamos ser exemplos para essas pessoas.

E agora vem uma notícia extraordinária: “Ele estará conosco.”
Ele manda ir, mas vai junto. Ele não abandona — Ele está conosco.

 

RECEBERAM PODER

Atos 1:8
⁸ Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

Jesus foi para o céu, mas deixou o Espírito Santo. Não apenas deixou — Ele fez morada em nós. Esse poder que habita dentro de nós nos capacita a viver uma vida com Cristo e a testemunhar.

Com esse poder, seremos testemunhas em todos os lugares — onde estivermos. Esse poder não é apenas para quem fala em línguas estranhas; é para todo crente, porque todo crente é usado pelo Espírito Santo. Não é para alguns, mas para todos.

Joel 2:28-29
²⁸ “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, e os vossos jovens terão visões.
²⁹ E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.”

Quando a Palavra diz “toda a carne”, entendemos que se refere a todos aqueles que se rendem a Cristo.

Com o Espírito derramado, somos capacitados e usados por Deus para pregar o evangelho.

Todo cristão é um missionário

Não depende de idade — não há limite de idade. Muito menos de classe social. Não é somente para os mais inteligentes ou para teólogos. É para todos.

Todos têm condições de fazer, pois o Espírito Santo usa cada um com aquilo que tem.

Lembrando que isso não anula a nossa responsabilidade de nos capacitar cada vez mais, mas também não pode ser uma desculpa para ficarmos parados.

 

O que falar?

O evangelho é simples — nós é que complicamos. A pregação do evangelho acontece por meio do nosso testemunho e também pelo conhecimento bíblico que temos, mesmo que seja pouco.

Para quem falar?

Vamos refletir um pouco?

Você tem pensado em evangelismo e missão ou isso nem passa pela sua cabeça?

Se Deus está com você, o que te impede de avançar?

IMAGINE UM HOSPITAL

“Imagine que você está em um hospital em estado de calamidade. Corredores lotados, pessoas gemendo de dor, famílias desesperadas. Você está lá dentro, veste o uniforme de enfermeiro, tem o crachá no peito, mas está de braços cruzados.

O pior: você tem no bolso a cura definitiva para a doença que está matando todo mundo ali. Você já usou essa cura, ela salvou a sua vida, e o estoque é infinito e gratuito.

A pergunta não é se você sabe aplicar o remédio, a pergunta é: como você consegue olhar nos olhos de quem está morrendo e não oferecer o que você recebeu de graça?”

Nossos familiares, vizinhos, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, nas redes sociais e amigos da escola. É para quem está próximo de nós.

O que devemos fazer é orar a Deus, pedindo oportunidades para sermos usados por Ele nessa missão tão importante.

Você pode orar assim:
“Senhor, me dê oportunidades de falar de Cristo para alguém. Mostra-me alguém que esteja precisando ouvir a Tua voz.”

Claro que isso é apenas uma sugestão. Você pode fazer a sua própria oração. O importante é não se conformar em não estar falando com ninguém nem fazendo discípulos.

Mas cuidado: não seja chato nem inconveniente. Falaremos mais à frente sobre isso.

Pr. Claudio H. C. Duarte

O que Deus sente pelas pessoas

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:16

Esse é um dos versículos mais lindos da Bíblia. Ele demonstra o amor de Deus na prática. Deus não apenas disse que amava — Ele provou o seu amor.

É profundo, maravilhoso e até incompreensível o tamanho desse amor. Deus foi capaz de entregar o seu único Filho para morrer em nosso lugar.

Talvez alguém pense: “Mas Ele é Deus… Ele sabia que Jesus iria ressuscitar, então não perdeu de verdade.”

Mas pense bem: nós só conseguimos entender quando nos colocamos no lugar.

Se coloque no lugar de Deus. Se você tem um filho, isso fica ainda mais forte. Você entregaria seu filho, mesmo sabendo que depois ele voltaria?
Eu não faria.

Agora se coloque no lugar de Jesus: você abriria mão de toda glória, poder e autoridade, se tornaria humano, passaria por dores, rejeição, sofrimento… até morrer, e uma morte tão cruel?
Eu também não faria. E você?

A única explicação para isso é o amor. Só quem ama é capaz de fazer coisas inacreditáveis por alguém.

Veja o tamanho do amor de Deus: talvez parecesse mais fácil acabar com toda a humanidade e começar tudo de novo, sem pecado. Mas Deus é justo e bom. Ele decidiu dar uma oportunidade para o ser humano.

E havia apenas uma forma de salvar o homem:

“Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.”
Hebreus 9:22

Por isso Jesus veio.

O pecado gerou um grande problema para nós: trouxe morte e culpa. Nos tornamos culpados, e isso exige justiça. A consequência justa do pecado é a morte.

Jesus pagou pela nossa culpa. Ele nos substituiu — morreu em nosso lugar. O pecado custa a vida.

Para resolver isso, alguém precisava morrer em nosso lugar. Mas esse alguém não poderia ser qualquer um de nós — precisava ser totalmente justo.

Então, o justo morreu pelos injustos. Ele entregou a vida, para que nós recebêssemos vida.

“Porque a vida da carne está no sangue…” (Levítico 17:11)

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

Na cruz, Deus não ignorou o pecado — Ele mesmo pagou o preço. Fomos comprados, e agora o inimigo não pode mais nos acusar.

Então, fomos salvos… mas e agora?

Vamos cultuar, viver uma vida espiritual, nos conectar com Deus, ser cheios de alegria em Jesus e desenvolver o fruto do Espírito? Sim, tudo isso faz parte. Mas não acaba aqui.

A missão continua. Fomos salvos para alcançar outros. É simples: se Jesus nos salvou e nos amou, precisamos fazer o mesmo.

Como não podemos salvar ninguém, anunciamos o evangelho que nos salvou, para que outros também sejam salvos.

Se a missão terminasse quando alguém fosse salvo, a igreja já não existiria mais hoje.

Mas a missão continua.
Por isso, a igreja precisa continuar pregando.

Fomos alcançados para alcançar. A salvação não é o fim da missão — é o começo. A missão não é só do pastor, do diácono ou do líder. Ela é pessoal. É para cada um de nós. É para todos.

Por isso, não podemos dar desculpas:

“Se a igreja não tem um programa de evangelismo, eu não evangelizo.”
“Se o pastor não vai, eu também não vou.”
“Se ninguém visita, eu também não visito.”

Não.

Cada um de nós tem uma responsabilidade diante de Deus. Ele nos alcançou — e agora nos envia.

Quem foi alcançado por Jesus, não pode viver sem alcançar outros.

Um dia, prestaremos contas do que estamos fazendo com aquilo que recebemos.

Paulo via isso como uma obrigação: “Ai de mim se não pregar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16)

A ordem é de Jesus e ela é muito clara, não deixando dúvidas: Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21).

Precisamos amar as pessoas

Essa é a nossa missão, meu irmão. Deus ama profundamente as pessoas, e nós também devemos amar. No entanto, não devemos enxergar isso apenas como uma obrigação; trata-se de uma missão nobre.

Quando pensamos em profissões como médicos, bombeiros ou policiais, logo reconhecemos o valor e a importância do que fazem, pois suas vidas são dedicadas a salvar outras. Da mesma forma, fomos chamados para algo ainda maior: conduzir pessoas à vida eterna, anunciando a salvação e livrando-as da morte eterna. Participar disso não é um peso, mas um privilégio. É uma honra fazer parte do propósito de Deus na terra e ser instrumento nas Suas mãos para alcançar vidas.

Além disso, há algo ainda mais profundo nesse chamado. Uma das experiências mais marcantes da vida cristã é ver alguém sendo transformado por Jesus e saber que, de alguma forma, Deus nos usou nesse processo. Participar da transformação de uma vida é algo que não tem preço.

Por isso, se você deseja ver vidas transformadas, conduzir pessoas ao batismo e testemunhar famílias inteiras rendidas a Cristo, é necessário assumir sua responsabilidade. Cada passo de obediência nesse chamado traz realização e sentido à vida cristã.

Que a sua vida seja abundante, marcada não apenas por aquilo que você recebe de Deus, mas também por aquilo que, através de você, alcança outras pessoas. Que suas mãos estejam cheias de vidas tocadas pela graça de Jesus.

Amar com Jesus amou

“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”
(João 15:12)

Você acha impossível amar como Jesus amou? Eu também acho. Na verdade, é impossível mesmo. Mas não estamos falando de um amor natural; estamos falando de um amor salvífico.

O amor salvífico é aquele que não nasce em nós, mas em Deus. É um amor que não depende do que sentimos, nem do que recebemos em troca. Ele tem um propósito maior: alcançar, restaurar e conduzir pessoas à salvação.

Quando Jesus nos chama a amar como Ele amou, Ele não está dizendo que conseguiremos fazer isso sozinhos. Pelo contrário, Ele está nos chamando a viver conectados com Ele, porque somente assim esse amor pode fluir através de nós.

Amar nessa intensidade começa quando entendemos que fomos amados primeiro. Deus nos amou quando ainda éramos falhos, distantes e pecadores. Esse amor nos alcançou, nos transformou e agora quer alcançar outros por meio de nós.

Por isso, amar como Jesus amou não é sentir vontade de amar, mas escolher amar. É decidir perdoar, ajudar, se importar e permanecer, mesmo quando não é fácil. É olhar para as pessoas não apenas como elas são hoje, mas como podem se tornar em Cristo.

Esse amor também nos move a agir. Não é um amor parado, teórico ou apenas emocional. É um amor que se envolve, que se aproxima, que fala, que serve e que aponta o caminho da salvação.

No fim, amar como Deus amou é permitir que o amor dEle passe por nós. Nós não somos a fonte, mas somos o canal. E quanto mais nos rendemos a Deus, mais esse amor se torna real em nossas atitudes.

Pode parecer impossível — e, de fato, é. Mas com Deus, esse amor deixa de ser uma ideia distante e passa a ser uma realidade vivida todos os dias.

Como Deus ama o pecador?

Você pode até pensar: “Tudo bem amar pessoas comuns… mas e um marginal? Um assassino? Alguém que fez coisas terríveis?”

Humanamente falando, isso é muito difícil. Na verdade, é contra a nossa natureza. Nós tendemos a amar quem é bom conosco e rejeitar quem fez o mal.

Mas é exatamente aqui que o amor de Deus se mostra diferente.

Deus não amou pessoas “boas”. Ele amou pecadores.

“Mas Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8)

Isso muda tudo. Porque coloca todos nós no mesmo nível. Talvez não tenhamos cometido crimes graves, mas também éramos pecadores, afastados de Deus e necessitados da mesma graça.

Amar alguém que errou gravemente não significa concordar com o erro, nem ignorar a justiça. Deus é justo, e o pecado tem consequências. Mas, ao mesmo tempo, Deus oferece graça e oportunidade de transformação.

Amar esse tipo de pessoa significa enxergá-la além do pecado. Significa entender que, por trás de uma história errada, existe alguém que ainda pode ser alcançado por Deus.

Foi assim na Bíblia. Pessoas improváveis foram transformadas: assassinos, perseguidores, gente rejeitada pela sociedade. E Deus mudou suas histórias.

Então, como podemos amar alguém assim?

Não é tentando sentir algo primeiro. É começando com uma decisão: escolher não odiar, não desejar o mal e não tratar aquela pessoa como alguém sem valor. É orar por ela, é desejar que ela seja transformada e, se houver oportunidade, anunciar o evangelho.

Amar, nesse caso, não é proximidade emocional, mas postura espiritual.

No fundo, é lembrar de uma verdade simples: se não fosse a graça de Deus, nós também estaríamos perdidos.

E se Deus não desistiu de nós, não devemos desistir das pessoas.

“A missão não é para alguns, é para você. Onde você está, ali é o seu campo — você é um missionário.”

O que estou fazendo hoje com a salvação que recebi?

Eu entendo que a missão também é minha ou ainda coloco isso apenas sobre líderes?

Existe alguém que eu considero “difícil demais” para amar?

Quem são as pessoas que Deus colocou ao meu redor para eu alcançar?

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