sigaEle

Curso Básico de Pregação

Curso Básico de Pregação

Introdução

Introdução

“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.” 2 Timóteo 4:2

A paz do Senhor Jesus. Este curso básico é direcionado para aqueles que desejam se tornar pregadores, aqueles que sentem arder em seus corações a necessidade de pregar o evangelho. É um material básico que pretende apenas mostrar a forma correta de pregar o evangelho.

Certamente, você precisará de outras literaturas para se aprofundar mais. No entanto, tenho certeza de que é o início de uma linda jornada de crescimento nesse tão lindo chamado de Deus. Espero que você possa aproveitar ao máximo este conteúdo e que seja encorajado a estudar muito mais sobre o assunto.

HOMILÉTICA

É a arte de preparar e proferir sermões religiosos, especialmente na pregação cristã. Envolve estudar como estruturar sermões, comunicar de forma eficaz, interpretar a Bíblia e engajar a audiência. É uma parte importante da formação de líderes religiosos para comunicar ensinamentos de maneira clara e relevante.

Conhecimento

Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. “Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos. Oséias 4.6

A falta de conhecimento tem levado muitos pregadores a cometerem sérios erros nos púlpitos das igrejas. Precisamos ter cuidado, pois a Palavra de Deus tem o poder de transformar vidas e deve ser transmitida de maneira correta e fiel. Não podemos negligenciar o estudo profundo do texto que vamos pregar.

Para pregar é necessário dominar bem o conteúdo a ser pregado, deve haver dedicação, pesquisa, meditação, contrição, persistência e oração. Não é somente ler e sair pregando conforme pensamos, é necessário entender o que o texto bíblico está dizendo.

Compreender o contexto histórico e cultural do texto é fundamental para interpretá-lo corretamente. Isso inclui considerar o contexto em que o texto foi escrito, o público original, as práticas culturais da época e os eventos históricos relevantes.

Analisar o contexto literário e o gênero do texto ajuda a determinar como ele deve ser interpretado. Por exemplo, um texto narrativo pode exigir uma abordagem diferente de um texto poético ou uma epístola.

Uma compreensão sólida das Escrituras é essencial para preparar e entregar sermões eficazes. Ter acesso a livros e recursos teológicos pode enriquecer seu entendimento da Bíblia e ajudá-lo a aprofundar seus sermões. Isso inclui comentários bíblicos, dicionários bíblicos, concordâncias e obras de teologia sistemática. Tenha um caderno de anotações ou utilize um computador para registrar ideias, insights e inspirações para seus sermões. Isso ajudará na organização e no planejamento dos seus sermões.

Por fim, pregue com convicção e paixão, demonstrando sua própria fé e compromisso com a verdade do texto. Isso ajuda a envolver a audiência e a transmitir a importância e a urgência da mensagem que está sendo compartilhada.

Não fique preocupado, aos poucos você vai compreendendo e crescendo, certamente com estudo e a ajuda do Espírito Santo você será um excelente pregador.

O que o pregador precisa?

Vamos refletir sobre o que o pregador precisa para ter uma pregação eficaz. Quais são os pontos importantes de uma mensagem? Quais são os erros que não podemos cometer e os cuidados que devemos tomar? Estamos diante da Palavra de Deus e não podemos tratá-la de qualquer forma. No entanto, não se assuste. Em primeiro lugar, você precisa orar, buscar a Deus e pedir ajuda ao Espírito Santo para guiá-lo em toda a mensagem. Se fizer isso de coração, certamente Ele irá ajudá-lo.

Quero ressaltar que não é necessário ser teólogo para pregar o evangelho. É claro que todo pregador que entende que a pregação é o seu ministério deveria fazer um curso de teologia, como diz em Romanos 12:7: “se é ensinar, haja dedicação ao ensino”. No entanto, para começar a pregar, não é necessário. Você já pode começar a pregar o evangelho, desde que conheça bem o conteúdo que vai ministrar. Esse sim deve ser bem conhecido, exigindo pesquisa, dedicação, meditação e busca de ajuda de quem tem experiência. Portanto, o primeiro passo é conhecer bem o texto que pretende ministrar e buscar a ajuda do Espírito Santo.

Deus fala conosco o tempo todo, seja através da Bíblia, de pessoas, da natureza, acontecimentos cotidianos, louvores e assim por diante. Precisamos estar atentos. Costuma-se dizer que o pregador encontra uma mensagem em tudo o que acontece ao seu redor. Em muitas coisas, é possível extrair uma boa mensagem. No entanto, o mais importante disso tudo é ter uma comunhão diária com Deus e ler a Bíblia regularmente. Não adianta ler a Bíblia apenas quando for pregar. Se quer ser um pregador, precisa conhecer as Escrituras. Além disso, não adianta estabelecer compromissos como “ler a Bíblia toda em um ano”. Não estamos em uma competição. Não é necessário chegar ao final do ano e dizer que lemos a Bíblia inteira. Não estou dizendo que isso é ruim; claro que não. Há pessoas que gostam de desafios, e se você gosta, acho ótimo fazê-lo. No entanto, falando para futuros pregadores, isso não é adequado.

A Bíblia requer reflexão. É necessário examinar os detalhes do texto, questionar e buscar informações mais profundas. Ao ler a Bíblia para cumprir uma meta como essa, dificilmente haverá uma boa reflexão, a menos que você tenha muito tempo disponível em seu dia. Leia a Bíblia com calma, reflita sobre sua vida e como o conteúdo lido pode ser aplicado em sua vida pessoal. A mensagem vem primeiro para o pregador. Ele deve sentir primeiro, para depois transmitir aos outros. Pense sempre nisso. Sempre há algo para aprender e aplicar em nossas vidas. Ler a Bíblia apenas por ler não o ajudará a transmitir a Palavra de Deus.

Seu primeiro desafio neste curso é fazer uma leitura do texto de Mateus 7:24-27. Faça uma reflexão sobre este texto. Procure lê-lo mais de uma vez, recomendo que o leia 3 vezes, com muita calma, pensando no que Jesus quer dizer com ele. Quantas lições para sua vida você pode extrair? Anote os detalhes que você achar interessantes, anote pontos importantes e faça alguns comentários. Depois, em outro momento do curso, voltaremos a falar sobre ele.

Não sou digno

A princípio, ninguém é independente; todos somos dependentes da mesma graça e limitados. O poder está na Palavra de Deus, no Evangelho; somos apenas instrumentos, e Deus nos usará independentemente de nossa formação ou cargo eclesiástico. Quem capacita o homem a pregar é o Espírito Santo; Ele nos faz lembrar do que lemos. Como está escrito: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14:26). Ele nos fará lembrar; para isso, devemos ler, pois Ele não pode nos fazer lembrar daquilo que não lemos. A lembrança das Escrituras surge do que já vivemos em nossa jornada de fé.

Portanto, faça a sua parte e confie em Deus. Se a sua vida está de acordo com a Palavra de Deus, se você se esforça para obedecê-Lo, então não se preocupe. Siga em frente; Deus o ajudará. Não tenha medo de pregar, mesmo que haja um pastor ou um professor de escola bíblica sentado no banco para ouvi-lo. É a sua vez de pregar, e o Espírito Santo falará através de você. Basta que você se prepare bem para aquele momento. Portanto, peça perdão a Deus, humilhe-se diante Dele, entregue seus medos a Ele e siga em frente. Certamente, Deus estará contigo.

É importante ressaltar que ninguém é perfeito e todos nós temos falhas e imperfeições. A verdade é que Deus está chamando pessoas com um coração quebrantado, dispostas a servi-Lo. Lembra de Davi? Ele era um homem que tinha suas dificuldades, porém, buscava sempre se aproximar de Deus e se arrepender. O arrependimento diário é importantíssimo para manter nossa comunhão com Deus. Não se preocupe, Deus vai te usar; basta você estar sempre se humilhando diante Dele. Como está escrito em 1 Pedro 5:6-7: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

Não deixe que esses sentimentos o impeçam de pregar o evangelho. Confie em Deus e permita que Ele trabalhe através de você. Deus vai te usar para abençoar muitas vidas.

Medo de ser rejeitado

Isso é inevitável. Jesus, Paulo, Estêvão, Pedro e outros pregadores foram rejeitados em algum momento; por que nós seríamos diferentes? No entanto, essa rejeição não pode nos deter na pregação.

Ao mesmo tempo que há pessoas prontas para criticar, há outras desesperadamente precisando da palavra. Nesse contexto, a rejeição não é importante; o que importa é a pessoa que será alcançada. Então, pense melhor: se você está preocupado com aqueles que podem vir a rejeitá-lo, concentre-se primeiro naqueles que precisam ouvir você. Além disso, existem outras pessoas que o incentivam. Temos a tendência de dar mais importância ao lado negativo, quando deveríamos olhar e valorizar o aspecto mais significativo. Nem sempre o que nos causa mais medo é o que merece mais atenção.

Valorize-se, você é único. Deus o fez para fazer a diferença, independentemente de como os outros o veem. Neste momento, é crucial buscar apoio daqueles que desejam ver seu sucesso. Não procure pessoas que o desanimem; procure aquelas que possam oferecer apoio e bons conselhos.

A rejeição muitas vezes reflete mais sobre a outra pessoa do que sobre você. Não internalize críticas ou falta de aceitação como indicações de seu valor pessoal. Encare isso como uma oportunidade de crescimento e aprendizado. E lembre-se, cometer erros é normal. Reflita sobre o que aconteceu e como pode usar essa experiência para se fortalecer e se tornar mais resiliente.

A rejeição não deve impedi-lo de buscar novas oportunidades. Cuidado para não deixar isso acontecer. Lembre-se, o mais importante é que Deus não o rejeitou. Ele é como um pai que deseja ver seu filho crescer.

Se você é pai, mãe, irmão ou tem alguém mais novo na família, já deve ter vivenciado a experiência de sentir orgulho por suas conquistas. Assim é como Deus e seus amigos desejam vê-lo. Não desista; vá em frente. Você é capaz.

Medo de falar em público

É possível vencer esse medo através da prática; existem técnicas que podem ajudar bastante. Você precisa conhecer bem o conteúdo que vai abordar; quanto mais você conhece, mais confiante se sentirá. Não é necessário ser um teólogo para pregar, porém, é extremamente importante conhecer bem o assunto. Busque conhecimento, faça pesquisas e pergunte para alguém que já tem muita experiência; aprofunde-se verdadeiramente.

Se estiver muito nervoso, você pode começar a pregação dizendo que está nervoso. Isso pode até parecer fraqueza, mas na verdade pode ser uma estratégia interessante. Quando assumimos nossas dificuldades, estabelecemos uma conexão mais genuína com o público e diminuímos a pressão sobre nós mesmos, o que nos faz sentir mais à vontade.

Você também pode treinar em casa, em frente a um espelho, com alguém ou até mesmo gravar a si mesmo para avaliar sua performance. Pode gravar apenas sua voz ou até um vídeo, mas não se preocupe em ficar perfeito; ninguém espera que você seja perfeito.

Na hora em que for falar, respire bem fundo; a respiração nos ajuda a acalmar e reduzir a ansiedade. Dê uma olhada em todo o seu público, olhe para todos. Depois que você olhar, terá mais confiança. Parece difícil, mas tenha certeza, vai te ajudar muito.

Não se preocupe em errar. Às vezes, erramos mesmo, e dependendo do erro, nem se percebe. Se errar, brinque com o seu erro. Por exemplo: “Opa, acho que minha língua enrolou aqui. Vou tentar falar novamente.”

Não se envergonhe e não precisa se desculpar excessivamente. Brincar com o erro de forma respeitosa e com bom humor não fará mal e pode manter o público engajado. Seja quem você é; não adianta inventar outra versão de você. Fale com naturalidade e aos poucos você vai perceber que está melhorando.

Nunca vou me esquecer do que aconteceu comigo. Estava palestrando para jovens, falando sobre Sansão, e repeti várias vezes que ele era ‘Narizeu’. Chegou um momento da palestra em que me dei conta de que estava falando errado; Sansão era, na verdade, ‘Nazireu’ e não ‘Narizeu’. Acho que eles não perceberam, ou se perceberam, não falaram nada, pois não houve nenhuma reação diferente. Então, disse: ‘Gente, Sansão era Narizeu ou Nazireu? Por acaso Sansão tinha um nariz grande?’ Todos começaram a rir, e brinquei com aquela situação, admitindo que tinha falado errado durante toda a palestra e ninguém havia mencionado. Pode acontecer essas coisas, mas não é motivo para se preocupar. Devemos corrigir o erro e seguir em frente.

O mais importante de tudo é ter a certeza de que Deus vai te usar; você precisa confiar nisso. Se você estudou bem o conteúdo e se preparou espiritualmente, então não há motivos para se preocupar.

Comece com uma oração e até peça para alguém orar por você antes da mensagem. Isso faz muito bem

Como administrar o tempo?

Um bom planejamento, aliado a um esboço, permite antecipar o tempo necessário para a realização de uma tarefa. É importante manter-se dentro do esboço, exceto quando uma aplicação prática necessária ou uma orientação do Espírito Santo exigirem flexibilidade.

Alguns podem desconsiderar o uso do esboço, considerando-o não espiritual. No entanto, um esboço é uma ferramenta valiosa para gerenciar o tempo e garantir uma pregação focada. A mensagem deve seguir uma construção lógica, de modo que o público possa compreender claramente o que está sendo transmitido. É importante notar que Deus é organizado; todas as suas ações descritas na Bíblia foram bem planejadas e organizadas, como evidenciado na criação. Se nosso Deus é assim, também devemos nos esforçar para ser pessoas organizadas.

Um esboço ajuda a organizar seus pensamentos e a estruturar sua mensagem de forma lógica e coesa, facilitando a compreensão do público. Ele ajuda a manter o foco no tema principal e na mensagem que deseja transmitir, evitando divagações ou dispersões durante a pregação.

A grande vantagem de ter um esboço é exatamente o controle do tempo; você saberá exatamente o que falar no momento certo. Ele serve como um guia, uma direção; mesmo que você não diga palavra por palavra, não tem problema, ele te ajudará a lembrar dos detalhes mais importantes quando você estava preparando sua mensagem em casa.

Comece identificando claramente o tema da mensagem e qual o objetivo que deseja alcançar ao comunicá-la. Divida sua mensagem em tópicos principais e subpontos, criando uma estrutura lógica que guiará sua apresentação. Seja cuidadoso ao selecionar passagens bíblicas e ilustrações relevantes para cada ponto do seu esboço, pois elas ajudarão a reforçar e ilustrar suas mensagens.

Durante a pregação, fique ligado no tempo; uma boa pregação pode durar uns 30 minutos. Se você tiver três tópicos em sua pregação, saiba que vai gastar uns 8 minutos em cada tópico, deixando o tempo restante para introdução e aplicação. Se perceber que está ficando sem tempo para concluir sua mensagem ou que está ultrapassando o tempo estabelecido para uma determinada seção do esboço, esteja preparado para adaptar-se conforme necessário.

Você pode perceber isso olhando para o seu público; as pessoas podem estar perdendo o interesse ou impacientes. Preste atenção aos gestos, expressões faciais e postura do seu público. Sinais de bocejos, olhares dispersos ou movimentos inquietos podem indicar falta de interesse ou desconexão. Observe as emoções que sua mensagem desperta no público. Se as pessoas parecem emocionadas, inspiradas ou tocadas, isso pode indicar uma conexão positiva com o conteúdo.

Para dar um exemplo prático, na estrutura de sua pregação, você precisa fazer da seguinte forma: Introdução que será uma breve explicação ou uma contextualização do que você vai pregar, os tópicos da mensagem que é o desenvolvimento da mensagem e a aplicação prática de mensagem pregada para a igreja. Na aplicação, você pode recapitular brevemente os pontos principais e reforçar o propósito da mensagem, terminando sempre com uma palavra de encorajamento ou desafio.

Embora seja importante manter-se dentro do tempo estabelecido, lembre-se de que a flexibilidade é essencial. Esteja sensível ao Espírito Santo.

Um exemplo de esboço

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14

Introdução: Contextualização do versículo 2 Crônicas 7:14 e seu significado para o povo de Deus. Procure ler os versículos anteriores e posteriores a este para compreender os motivos pelos quais Deus proferiu essa declaração.

Primeiro tópico: A Importância da Humildade – Explorar o conceito de humildade e sua relevância para uma vida de fé e relacionamento com Deus.

Segundo tópico: O Poder da Oração – Discutir a eficácia da oração como meio de comunicação com Deus e instrumento de transformação pessoal e coletiva.

Terceiro tópico: Buscando a Face de Deus – Abordar métodos e práticas para buscar intimidade com Deus e experimentar Sua presença em nossas vidas.

Quarto tópico: O Abandono dos Maus Caminhos – Refletir sobre a necessidade de arrependimento e mudança de atitudes para alinhar nossa vida com os propósitos de Deus.

Aplicação: Desafiar os ouvintes a aplicarem os princípios do versículo em suas vidas diárias, confiando na promessa de Deus de ouvir, perdoar e curar conforme sua resposta a essas condições.

Esse esboço serve como um guia para desenvolver um sermão sobre o tema proposto. Ao elaborar o sermão completo, lembre-se de incluir ilustrações, exemplos práticos e aplicações pessoais para tornar a mensagem relevante e impactante para o seu público.

Não abandone o texto bíblico

É muito importante que os pregadores se mantenham fiéis ao texto bíblico durante suas pregações. Quando se afastam do texto inicial, podem perder o foco e a mensagem central que desejam transmitir. Aqui estão algumas considerações sobre esse assunto:

Quando um pregador cita um texto bíblico no início de sua mensagem, é essencial que ele retorne a esse texto ao longo da pregação. Os ouvintes precisam entender como o tema se relaciona com a passagem inicial. Se o pregador não pretende falar sobre o texto, talvez seja melhor não citá-lo. A passagem bíblica deve ser relevante para o que será abordado.

Muitas vezes, os ouvintes não conseguem identificar o tema da pregação porque muitos assuntos foram abordados sem uma conexão clara. Comentários e ilustrações podem ser úteis, mas devem estar alinhados com o contexto e não desviar do propósito original. Tudo deve contribuir para a compreensão e aplicação do texto bíblico.

O pregador deve sempre retornar ao texto, reforçando sua relevância e aplicação. Isso ajuda os ouvintes a lembrarem da mensagem central. Lembre-se de que a pregação é uma oportunidade de compartilhar a Palavra de Deus de maneira clara e impactante. Mantenha-se fiel ao texto e busque a coerência em sua mensagem.

Existem pregadores que, por conhecerem a Bíblia, citam muitos versículos e acabam saindo do tema. Com isso, o público recebe muita informação solta e sem conexão, resultando em uma pregação sem pé nem cabeça. Fica claro para os ouvintes que o pregador não preparou bem a sua mensagem; ele simplesmente usou seu conhecimento bíblico para pregar. Alguns dizem assim: “Esse pregador tem bastante conhecimento, mas eu não consegui compreender o que ele quis falar”.

A pregação é a construção de uma ideia que se faz com os ouvintes. É importante que tudo esteja bem conectado; caso contrário, as pessoas saem da igreja sem saber o propósito da pregação.

Vamos usar como exemplo a passagem de João 15:5, onde Jesus diz: “Eu sou a videira, vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.”

Tente explicar por que Jesus falou sobre isso. O que ele estava falando antes de citar essa passagem? Por que chegou nesse assunto? Com isso, você localiza seus ouvintes na história.

É importante estudar um pouco sobre a videira para entender a diferença entre os ramos, como ela se mantém saudável e a necessidade de manutenção para que possa produzir frutos. Isso trará clareza e facilitará o entendimento da sua mensagem. Jesus usava essas comparações para que seu público entendesse melhor o que ele estava falando.

Você pode citar outras passagens bíblicas que falam sobre a videira para melhorar a compreensão e fazer mais conexões bíblicas. No entanto, tome cuidado para não citar passagens que não fazem sentido em relação ao que você está querendo transmitir. Não se esqueça de fazer um resumo bem simplificado no final para lembrar tudo o que foi falado, reforçando a mensagem na mente do ouvinte.

Pregação sem bíblia

Há pregadores que falam muito de si mesmo, o tempo todo dá os seus próprios testemunhos e cita a sua própria vida como exemplo. Isso não é bom. A pregação é sobre a Palavra e não sobre nós. Quando um pregador fala excessivamente sobre si mesmo, a mensagem pode desviar do evangelho e focar na pessoa do pregador. O objetivo é exaltar a Deus, edificar a congregação e trazer a mensagem da Bíblia. Histórias pessoais podem ser úteis, mas só se servirem para ilustrar a verdade bíblica.

Uma pregação eficaz mantém Cristo no centro e a Bíblia como a autoridade final. Histórias pessoais podem enriquecer a mensagem se usadas com discernimento e moderação, mas a pregação deve sempre apontar para Deus e não para o pregador. O foco deve ser em edificar a igreja, glorificar a Deus e aplicar a Palavra de maneira que transforme vidas.

Outros pregadores, contam muitas histórias e dão muitos conselhos, mas não pregam o texto bíblico. Ouvi uma vez um pregador que leu um texto bíblico no início da pregação e não falou mais de texto nenhum. Falou muitas coisas, mas sem citar a Bíblia. Isso não é pregação. Pregar sem Bíblia não dá. Sem a fundamentação nas Escrituras, a mensagem do pregador perde credibilidade, pois se baseia apenas na opinião pessoal ou em filosofias humanas. A pregação bíblica garante que a verdade de Deus seja ensinada e preservada. Sem a Bíblia, há um alto risco de desvio doutrinário e de ensino de falsidades. A Bíblia revela o pecado e a necessidade de arrependimento. Sem ela, a mensagem pode se tornar superficial e sem impacto espiritual real. A pregação não pode ser um show de autoajuda que promove um discurso motivacional centrado no pregado ao invés de glorificar a Deus. Não são as palavras do pregador que vão convencer a congregação e sim a Palavra de Deus.

Pregações sem base bíblica são problemáticas porque carecem da autoridade, verdade e poder transformador das Escrituras. A pregação deve ser enraizada na Palavra de Deus para edificar a igreja, glorificar a Deus e transformar vidas. Os pregadores têm a responsabilidade de proclamar fielmente a mensagem bíblica, garantindo que a congregação seja nutrida e equipada para viver a fé cristã de maneira autêntica e eficaz.

Por isso muito cuidado! Pregue somente a Palavra de Deus, não precisamos de recursos adicionais, eles até ajudam, porém, não podem ser o centro. Estude e se aprofunde na Palavra.

A integridade na pregação

“Deve ter compromisso firme com a mensagem fiel que lhe foi ensinada. Então, poderá encorajar outros com o ensino verdadeiro e mostrar aos que se opõem onde estão errados.” Tito 1:9

O pregador deve viver o que prega; suas ações devem estar alinhadas com seus ensinamentos. A hipocrisia ocorre quando há uma discrepância entre o que é pregado e o que é praticado. Já imaginou alguém pregando sobre dízimo sem ser dizimista? Ou alguém pregando sobre comunhão enquanto não se relaciona com ninguém na igreja? É difícil para a congregação respeitar uma pregação assim. É preciso ser transparente sobre suas próprias lutas e imperfeições. Isso não apenas humaniza o pregador, mas também permite que as pessoas vejam que ele não está acima das mesmas batalhas espirituais que enfrentam.

Jesus certa vez disse às pessoas: “Portanto, obedeçam-lhes e façam tudo o que eles dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam” (Mateus 23:3). Ele estava criticando os fariseus por pregarem uma coisa e viverem outra. Isso era comum naquela época, onde os líderes religiosos ensinavam, mas não viviam de acordo com seus ensinamentos. Queriam passar uma imagem positiva, mas, na verdade, não eram assim. E muitos sabiam disso.

Um pregador que não vive o que prega pode comprometer sua eficácia na pregação. Os membros da congregação podem perder a confiança nele se perceberem que ele não pratica o que ensina. A confiança é essencial para uma pregação eficaz, e sem ela, a capacidade de influenciar e guiar a congregação é severamente prejudicada, especialmente quando o pregador pertence à mesma comunidade onde muitos conhecem sua vida.

A Bíblia ensina que há uma responsabilidade maior para todos nós. Tiago 3:1 diz: “Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, sabendo que nós receberemos um julgamento mais rigoroso.” Os pregadores são responsáveis por viver de acordo com os padrões que proclamam, não apenas para evitar o julgamento dos homens, mas também para serem fiéis a Deus..

Por esses e outros motivos, quem prega deve esforçar-se para viver de acordo com os ensinamentos de Cristo, servindo como um exemplo fiel para a congregação e refletindo a autenticidade do evangelho em sua vida diária.

“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós.” Tito 2:7-8

Muito espiritual

“Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram! Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos.” Ez. 13:3,4

Com o objetivo de conduzir a igreja à presença de Deus, alguns pregadores adotam práticas questionáveis. Alguns afirmam ver anjos, enquanto outros suplicam por glórias a Deus de maneira exagerada. Há também aqueles que dizem: “Deus mandou dizer”, sem realmente terem recebido uma mensagem divina. Levados pela emoção do momento e tentando impressionar as pessoas, esses pregadores falam o que Deus não ordenou, o que é muito perigoso. É importante lembrar do texto bíblico de Ezequiel 13:3-4. Usar esse tipo de argumento para convencer as pessoas requer muita responsabilidade. Embora acreditemos que Deus fala, precisamos ter extremo cuidado. Nosso coração é enganoso, e não podemos brincar com as coisas de Deus. Falar em nome de Deus é uma responsabilidade séria.

Já testemunhei pregadores insistindo muito no final da pregação, usando argumentos como: “Deus está falando com alguém aqui; essa pessoa precisa vir à frente e aceitar Jesus hoje.” Às vezes, Deus não está falando nada, e ninguém responde. O pregador começa a persistir, constrangendo as pessoas e ameaçando que algo acontecerá se elas não se aproximarem. Isso pode prejudicar a credibilidade do pregador e constranger o público. Embora Deus possa realmente falar dessa maneira, também há casos em que a insistência leva as pessoas a responderem apenas por emoção, sem verdadeira conversão. Precisamos equilibrar a sensibilidade à voz de Deus com a cautela.

A autenticidade e a honestidade na pregação são essenciais para manter a confiança e a fé da congregação. Quando um pregador afirma ver anjos ou receber mensagens diretas de Deus, sem base clara e verdadeira, isso pode gerar confusão e desilusão entre os fiéis. A pregação deve ser fundamentada na Palavra de Deus, transmitindo as verdades bíblicas de maneira clara e fiel. Em vez de recorrer a dramatizações ou declarações infundadas, os pregadores devem se concentrar em ensinar e explicar as Escrituras de maneira que edifique e fortaleça a fé dos ouvintes.

Além disso, a pregação deve promover um relacionamento sincero e profundo com Deus, incentivando a oração, a leitura da Bíblia e a vivência dos ensinamentos de Cristo no dia a dia. A autenticidade nas palavras e ações é o que realmente toca os corações e transforma vidas.

Lembre-se: com Deus não se brinca. Se Ele mandou, faça; mas se houver dúvidas, tenha cuidado. No púlpito, sentimos a presença de Deus, mas também somos emocionais. É um campo delicado, e precisamos buscar equilíbrio.

Coitadinho

Há pessoas que se colocam em uma posição de coitadinho. Você já ouviu aquele pregador que diz assim: “Oi pessoal, estou aqui, mas não sou digno. Nem sei por que o pastor me chamou. Peço desculpas, estou aqui pela misericórdia de Deus. Eu não sou nada.” É normal que isso aconteça com novos pregadores, e é compreensível. Nas primeiras vezes que pregamos, nos sentimos tão indignos que acabamos falando essas coisas. No entanto, há pregadores que vivem dizendo isso o tempo todo, tentando mostrar uma humildade excessiva. Isso acaba diminuindo tanto que chegamos a pensar que ninguém deveria subir ao púlpito para pregar. Isso não é bom.

Ao subir para pregar, não é necessário falar essas coisas. Deus te deu autoridade para estar ali. Como pregador, você está exercendo um papel importante. Não precisa se exaltar, mas também não deve se humilhar. Humilhe-se diante de Deus, suba ao púlpito com o seu coração quebrantado, suplicando para que Deus te use. Faça isso internamente. O Senhor vê o coração e compreende as suas dificuldades. Pregue com autoridade, busque a unção do Espírito Santo e faça a sua parte. Não estou dizendo que você deve subir com arrogância, como se fosse uma autoridade, mas deve encontrar equilíbrio. Você foi chamado para uma missão muito importante, então não fique se lamentando. Quando eu vou pregar, tenho o costume de orar em público, pedindo para que Deus me use e tenha misericórdia de mim, para ser um instrumento Dele naquele momento.

Há também pessoas que gostam de tirar a responsabilidade de si e colocá-la em Deus. Elas ficam falando o tempo todo: “Irmãos, não sou eu quem está falando, é Deus, hein.” Deixe-me dizer uma coisa: “Nem tudo o que falamos na pregação foi mandado por Deus.” Alguns pensam que, quando pregamos, Deus está o tempo todo falando através de nossos lábios, mas não é bem assim. Deus traz coisas à nossa mente e nos usa de verdade, mas entre Deus e nós, falamos muitas coisas de nós mesmos, de nossas experiências, e as coisas se misturam. Portanto, cuidado com isso. Não coloque palavras na boca de Deus; isso é sério. É claro que, quando lemos um versículo, é a Palavra de Deus, mas nem sempre tudo o que desenvolvemos na pregação é exatamente o que Deus está falando.

Pregar exige responsabilidade. Seja sincero. Não é necessário enfatizar essas coisas. A igreja sabe quando Deus está falando e quando somos nós que estamos falando. O Espírito Santo testifica com a igreja, e coisas sobrenaturais acontecem na pregação. Portanto, pregue normalmente e não tire a sua responsabilidade. Fale, e Deus vai te usar.

Você está tendo o grande privilégio de compartilhar a Palavra de Deus e edificar a igreja de Cristo. Deus não espera perfeição de sua parte; todos somos imperfeitos. Essa é a parte interessante da pregação. Seja somente humilde, e as pessoas vão perceber que Deus está te usando. Fique tranquilo e apenas pregue.

Constrangimento

Cuidado para que sua pregação não seja constrangedora ou envergonhe os outros. A maneira como você conduz a pregação pode impactar profundamente os ouvintes, tanto positiva quanto negativamente.

Fazer perguntas diretas ao público durante a pregação pode colocar as pessoas em uma posição desconfortável. Muitos podem se sentir envergonhados ou expostos. Em vez disso, formule suas perguntas de maneira retórica, permitindo que os ouvintes reflitam internamente sem a pressão de responder publicamente.

Na tentativa de dinamizar ou fazer as pessoas prestarem mais atenção na pregação, alguns pregadores pedem para que as pessoas se abracem ou toquem umas nas outras. Isso pode ser desconfortável para alguns. Nem todos se sentem à vontade com o contato físico, especialmente em um ambiente público. Respeite o espaço pessoal dos indivíduos e ofereça alternativas que não envolvam o toque físico. Talvez uma mulher possa estar ao lado de um homem desconhecido ou que não tenha nenhum tipo de amizade; isso não é apropriado.

Já vi pregadores mandarem olhar para o outro e dizerem que se amam, ou fazerem carinho. Essas práticas não são adequadas, mesmo que você esteja somente com pessoas da mesma congregação. Isso é totalmente desnecessário e inadequado.

Quando o pregador está escalado, as pessoas já ficam preocupadas com a certeza de que ele vai fazer algo desse tipo. Há pessoas que nem vão para a igreja nesse dia por causa disso. Faça sua pregação e deixe as pessoas em paz; elas estão indo para ouvir, não para interagir umas com as outras. Jesus nunca usou essa técnica para pregar o evangelho. Não é momento de interação; ao contrário do que muitos pensam, isso não melhora a pregação. A Palavra de Deus não precisa disso para alcançar os corações.

Certifique-se de que sua linguagem não seja ofensiva ou discriminatória. Evite fazer comentários que possam ser interpretados como críticos ou insensíveis. Uma pregação deve ser edificante e encorajadora, não uma fonte de vergonha ou constrangimento.

Cuidado ao citar exemplos ou testemunhos. Se for algo muito pessoal, mas que você acha que vai edificar a igreja, é melhor perguntar à pessoa se pode citá-la em sua mensagem. Muito cuidado com isso; há pregadores que fazem brincadeiras usando o nome das pessoas que estão assistindo à pregação. É preciso certificar-se de que pode mesmo brincar assim ou não.

Outra coisa que acontece e é muito constrangedora é o pregador ficar perguntando ao pastor se está certo o que ele está falando. É lógico que o pastor não vai ficar corrigindo o pregador enquanto ele prega, e se falar algo que está errado, pode trazer grande constrangimento ao pastor e comprometê-lo. Eu acho isso muito chato quando o pregador fica perguntando: ‘Não é isso, pastor?’. Faça a sua pregação e não envolva os outros a confirmarem o que você está falando.

Quando pregar, evite olhar fixamente ou direcionar suas palavras para uma única pessoa. Isso pode fazer com que a pessoa se sinta exposta ou julgada. Em vez disso, procure distribuir seu olhar por toda a congregação, criando um ambiente inclusivo e acolhedor. Talvez você esteja falando sobre dízimo; nesse momento, olhar diretamente para uma pessoa que não dá o dízimo pode ser delicado. Portanto, tente não focar apenas nela. Lembre-se de que Deus falará com cada coração individualmente, e não é sua função julgar. Sua pregação deve ser edificante e acolhedora para todos.

Lembre-se de que sua congregação é composta por pessoas de diferentes origens, experiências e sensibilidades. Não arrisque sua pregação com coisas assim. A boa Palavra toca no coração, e a pessoa se sente constrangida por dentro pela voz do Espírito Santo. Você não precisa inventar nada para motivar o seu público; basta se preparar e trazer uma palavra edificante. Fazendo isso, seu público estará bem envolvido com a pregação.

Vocês não, nós

Ao subir ao púlpito para pregar, é essencial que nos coloquemos como parte da congregação, como irmãos e irmãs em Cristo. Afinal, somos todos iguais perante Deus e enfrentamos as mesmas dificuldades em nossa jornada de fé. Quando usamos o pronome “nós”, estamos nos identificando com a comunidade de fé. Não somos meros espectadores, mas participantes ativos do corpo de Cristo. Assim, a pregação se torna mais pessoal e relevante para todos.

Precisamos reconhecer que não somos diferentes dos outros; a única diferença entre nós e a congregação é que somos instrumentos de Deus naquela hora em que estamos pregando. Somos profetas de Deus para transmitir a mensagem. Todos nós pecamos, temos problemas na vida, passamos por tribulações, acertamos e erramos, e precisamos da mesma graça.

Ao falar “vocês”, o pregador está se colocando em um lugar de destaque e superioridade, criando um ambiente difícil para a aceitação das pessoas. O único superior é Cristo. É interessante quando Jesus é abordado por alguém que o chama de bom mestre. Jesus responde: “Por que você me chama de bom? Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus.” Claro que Jesus era bom, mas ele queria nos mostrar que precisamos entender que ninguém é bom senão Deus. Às vezes, por estarmos pregando, achamos que somos um pouco melhores, mas isso não é verdade; apenas nossa posição é diferente no momento. Somos parte de uma família espiritual unida pelo amor de Cristo.

Na verdade, ao pregar uma mensagem, ela deve servir primeiro para o pregador, independentemente do tema. Mesmo que eu seja um dizimista fiel e vá falar sobre dízimo, o fato de ser um dizimista fiel e a maioria não ser não me coloca em uma posição superior. Hoje sou, mas amanhã, se não vigiar ou acontecer algo extraordinário em minha vida, posso não ser mais. Se eu me colocar em uma posição superior, como vou encarar o público novamente se algo acontecer comigo? Todos estamos sujeitos a essas coisas. Por isso, mesmo sendo um dizimista fiel, é necessário pensar não apenas no momento, mas também no que pode acontecer. Assim, me coloco em posição de vigilância e aprendizado para evitar que isso ocorra. Quando nos preparamos para pregar, a mensagem deve falar profundamente conosco, mexendo com nosso íntimo, para depois termos condições de falar com a igreja. A diferença é essa: a mensagem chegou primeiro para nós. Agora é hora de transmiti-la, somente isso.

A empatia e a humildade são fundamentais para o pregador. Consequentemente, o pregador terá o respeito da congregação e se aproximará das pessoas. Usemos expressões como: “precisamos mudar”, “precisamos melhorar”, “somos dependentes do Senhor”, “estamos errando”. Isso mostra que somos parte do corpo de Cristo. Por outro lado, expressões como “vocês precisam mudar”, “vocês precisam melhorar”, “vocês são dependentes do Senhor”, “vocês estão errando” nos colocam em posição de destaque, o que não é benéfico.

O orgulho é uma armadilha terrível. Quando nos colocamos acima dos outros, perdemos a capacidade de servir. O pior é que ele é natural, faz parte de nós, e por isso precisamos combatê-lo o tempo todo. Certamente, ele virá, e nós precisaremos lutar contra ele. Que possamos estar sensíveis a isso para que não aconteça conosco.

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.” Filipenses 2.3,4

“Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho! Porque, se prego de livre vontade, tenho recompensa; contudo, como prego por obrigação, estou simplesmente cumprindo uma incumbência a mim confiada.” 1 Coríntios 9:16-18

Pregação simples

Quero conversar com você sobre alguns aspectos muito importantes neste capítulo: textos difíceis e polêmicos, linguagem complexa ou técnica, excesso de conteúdo, e a comunicação simples da mensagem.

Textos difíceis e polêmicos: Precisamos ter muito cuidado ao escolher textos que possam comprometer a nossa mensagem. Passagens bíblicas de difícil compreensão ou que geram polêmica podem nos colocar em situações complicadas. É melhor deixar esses textos para estudos bíblicos, palestras, aulas ou debates, onde há mais espaço para discussão e interpretação, onde as pessoas serão ouvidas e tirarão suas dúvidas. A pregação precisa ser direta e acessível, de modo que as pessoas entendam claramente o que você está comunicando.

Não se comprometa com textos que vão dividir seu público, pois isso não é interessante. Você precisa ser um facilitador da mensagem. Jesus sempre fazia de tudo para transmitir uma mensagem clara, usando exemplos que as pessoas da época compreendiam, e Ele sabia explicar a mensagem para seu público. Sejamos práticos, claros e diretos. Precisamos explicar e aplicar o texto em nossas vidas.

Linguagem complexa e técnica: Precisamos evitar o uso de linguagem excessivamente técnica ou teológica. A simplicidade não diminui a profundidade da mensagem; pelo contrário, permite que ela seja absorvida e praticada. Se for preciso mencionar uma palavra em grego ou hebraico, traga uma explicação de maneira bem clara, mas apenas se for realmente necessário. Talvez seja melhor falar o que de fato o público vai guardar no coração. Podemos explicar o texto sem trazer uma explicação técnica. Há pregadores que querem demonstrar seus conhecimentos e, para isso, usam palavras de difícil compreensão, mas acabam não acertando o alvo. Não precisamos impressionar ninguém; as pessoas vão perceber que estamos sendo usados por Deus quando os corações delas forem aquecidos pelo Espírito Santo. Então, seremos reconhecidos, não por sermos inteligentes ou intelectuais, mas por sermos pessoas usadas por Deus. Para as pessoas, não importa o nosso grande conhecimento, e sim o que vamos levar de Deus para elas. O conhecimento é importante para o pregador, para o nosso crescimento pessoal, e certamente Deus vai nos usar melhor à medida que conhecemos mais da Sua Palavra. Transmitir a mensagem de maneira simples é o melhor caminho.

Cuidado com palavras difíceis e rebuscadas, seja qual for o público, todos querem ouvir uma linguagem que todos falam. Pode acreditar, o comum é bem melhor. Falar palavras que as pessoas não sabem o significado não adianta de nada. Essas atitudes distanciam o pregador do público, e isso não é aconselhável. Linguajar simples transmite mais tranquilidade e igualdade. Também não é bom usar gírias ou palavras que possam provocar certo incômodo em alguns. Eu sei que nós temos o nosso jeito de falar, e às vezes alguém pode dizer: “mas ele é jovem, fala assim mesmo”. Tenho certeza de que, se falar em uma faculdade, não vai ser bem visto, mesmo sendo jovem. Por que diante da igreja não podemos buscar as melhores palavras? Precisamos, sim, fazer o nosso melhor. Existem palavras que são agressivas e soam como palavrão para alguns; precisamos tomar cuidado. Não é necessário mencioná-las, procuremos a melhor forma de falar para que sejamos bem-sucedidos.

Conteúdo excessivo: Cuidado para não ser um pregador prolixo. Sabe o que isso significa? Olha eu aí falando difícil. Preciso que você entenda o conceito. Um pregador prolixo é aquele que tende a ser muito extenso e detalhado em suas mensagens, muitas vezes se desviando do ponto central e utilizando linguagem complexa ou rebuscada. Há pessoas que conversam dessa forma, levando muito tempo para chegar à conclusão de algo. Já conversou com alguém assim? Não dá uma agonia porque nunca chega a uma conclusão? Às vezes, pensamos que estamos ajudando, mas, na verdade, estamos complicando, cansando e fazendo com que o ouvinte perca o foco e a paciência. Isso pode levar os ouvintes a perderem o interesse na mensagem. Uma pregação prolixa tende a ter menor impacto emocional e prático na vida das pessoas.

Detalhes são importantes sim, mas não para todos; muita informação complica mais do que explica. Ser também muito prático pode fazer com que falte informação, então, seja equilibrado.

Quero trazer dois exemplos, um de uma mensagem simples e outro de uma mensagem prolixa, usando uma situação da vida comum.

Mensagem Simples: Hoje, fui comprar um pão na padaria e começou a chover muito. Eu estava sem guarda-chuva e acabei me molhando todo. Foi uma situação bem desconfortável, mas ao final, consegui voltar para casa e me secar.

Mensagem Prolixa: Esta manhã, decidi me dirigir à padaria local para comprar um simples pão, que é uma parte essencial da minha rotina diária. No entanto, enquanto eu estava na padaria, o clima mudou repentinamente e começou a chover intensamente. Para minha surpresa e desconforto, eu não tinha um guarda-chuva comigo, o que resultou em uma situação bastante incômoda. A chuva era tão forte que, ao sair da padaria, me vi completamente encharcado. O caminho de volta para casa se transformou em uma verdadeira prova de resistência, já que a água da chuva caía incessantemente. Finalmente, após um percurso que parecia interminável, consegui chegar em casa, onde rapidamente procurei me secar e me recuperar da experiência desconfortável.

Comunicação simples da mensagem: Um bom pregador é aquele que consegue comunicar a mensagem de Deus de forma clara, concisa e impactante. Portanto, vá direto ao ponto, sem rodeios. Lembre-se de que você não tem tanto tempo assim para pregar. Mostre que a mensagem é aplicável na vida das pessoas. Elas precisam entender que, ao ouvir a mensagem, podem mudar de vida e fazer a diferença no mundo.

Uma coisa que você pode fazer é pedir uma opinião sincera de alguém ou até mesmo ouvir suas próprias pregações. Algumas igrejas gravam as mensagens e as disponibilizam em redes sociais. Se sua igreja não faz isso, é muito fácil usar o celular para gravar sua mensagem em áudio e ouvi-la depois. Se você mesmo não aguentar ouvir sua própria mensagem, talvez seja hora de fazer algumas mudanças. A opinião dos outros é valiosa; peça duas ou três opiniões de pessoas que possam te ajudar e que não sejam apenas favoráveis. Lembre-se de que isso é para o seu crescimento espiritual. A partir daí, ore ao Senhor e busque a ajuda do Espírito Santo para melhorar continuamente.

“Quando eu fui ter com vocês, irmãos, não usei de eloquência ou de sabedoria superior para anunciar-lhes o testemunho de Deus. Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado.” 1 Coríntios 2:1-2

Falsas promessas

Muitos pregadores têm usado de técnicas para emocionar e conquistar os ouvintes. Dentro dessas técnicas, temos as falsas promessas. É claro que alguns fazem isso de maneira inconsciente ou até mesmo pensando que estão sendo usados pelo Espírito Santo. Quero deixar bem claro que acredito que o Espírito Santo usa pessoas para revelar coisas concernentes à vida delas. Mas estou falando de um mover que não é do Espírito Santo, algo que o pregador usa para emocionar as pessoas e fazer com que o público pense que ele é um homem ou mulher de Deus. Para isso, o pregador acha que precisa dessas coisas. Vamos ver algumas situações que não são boas se não forem originalmente do Espírito Santo.

O pregador diz: “Essa semana você receberá uma grande bênção, fique ligado, Deus tá me falando que tem gente aqui que vai receber. Você vai ser curado, seu negócio vai prosperar,” e outras coisas mais que se falam por aí para animar o pessoal. É muito fácil chegar para um público e jogar isso; algo vai acontecer com alguém, e se a igreja for grande, a probabilidade de acerto é muito maior. Será que Deus fala assim: “Joga as coisas no meio do povo de qualquer maneira para ver se vai acertar?” Creio que não. Quando Deus fala, acontece, é específico.

Isso é muito comum nas igrejas e não acontece somente com pregadores, principalmente quando a igreja está passando por um momento muito intenso, onde se mistura o que é espiritual com o que é emocional. Tem profetas no meio do povo que, levados pela emoção, falam coisas que não são de Deus, tentando adivinhar. Você já deve ter visto ou ouvido falar de pessoas que fazem isso, elas tentam descobrir quem é a pessoa para falar algumas coisas que são óbvias para ela, chutando certos argumentos que, na maioria das vezes, funcionam. Não pode ser assim na igreja de Cristo. A pregação, a profecia, são coisas muito sérias, não podem ser feitas de qualquer forma; tem que ser de fato o Espírito Santo. Se estiver em dúvida, não fale. Você pode estar cometendo um erro muito grave. As pessoas têm medo de falar sobre isso, mas é preciso falar; é preciso tomar muito cuidado com esses falsos profetas. Meu irmão, se você está fazendo isso, às vezes de maneira inconsciente, cuidado, Deus não gosta disso. Preste atenção nesse versículo: “Quando o tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.” Deuteronômio 18:22. Prestou atenção? É preciso ser provado, não é para ter medo; muitos estão falando o que Deus não falou. O evangelho não é brincadeira, é coisa séria. Isso já vem acontecendo há muito tempo; Jeremias e outros profetas passaram por isso. Enquanto esses homens de Deus levavam a verdadeira Palavra, outros queriam dar golpes no povo, enganando, se passando por profetas de Deus. Irmão, não seja um deles; o púlpito é coisa muito séria, precisa ter certeza do que está falando.

O grande problema é iludir pessoas que, às vezes tão sofridas, vão para casa confiantes de algo que não vai acontecer, ficam frustradas e até podem desistir do evangelho por causa de uma palavra maldita. Não podemos correr o risco de falar coisas incertas. A Palavra de Deus não é técnica de propaganda e marketing; não podemos vender um produto que não funciona. Não engane o povo, não faça falsas promessas. Ao invés disso, você pode incentivar as pessoas; pode dizer: “Busque ao Senhor, quem sabe ainda essa semana sua bênção pode sair.” Incentive o povo a orar e buscar mais, incentive a aprender a conhecer mais a Deus através da Palavra, fale sobre o poder da intercessão, mas não prometa algo que você não tem certeza.

Peguei um pouco mais pesado nessa parte porque, particularmente, isso me causa muita indignação. Todo cuidado é pouco; muitos estão brincando com as coisas de Deus, e Ele não se deixa escarnecer. Deus fala com certeza, Ele usa profetas, eu tenho convicção disso. Mas é preciso ter muito cuidado para não sermos usados por nossa própria mente ou até, quem sabe, pelo inimigo.

Jeremias 14:14: “Então o Senhor me disse: ‘É mentira o que os profetas estão profetizando em meu nome. Eu não os enviei nem lhes dei ordem ou lhes falei; eles estão profetizando para vocês falsas visões, adivinhações inúteis e enganos de suas próprias mentes.'”

Ezequiel 13:6: “Suas visões são falsas e suas adivinhações são mentirosas. Mesmo assim dizem: ‘O Senhor disse’, quando o Senhor não os enviou; e, ainda assim, esperam que as suas palavras se cumpram.”

1 João 4:1: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.”

2 Pedro 2:1: “No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.”

1 Coríntios 14:33: “Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos.”

Provérbios 30:5-6: “Toda palavra de Deus é comprovadamente pura; ele é um escudo para quem nele se refugia. Nada acrescente às suas palavras, do contrário, ele o repreenderá e você será mostrado mentiroso.”

Opiniões pessoais

Cuidado com opiniões pessoais durante a pregação. Elas podem ser expressas, mas é crucial deixar claro que são suas próprias opiniões. Quando pregamos a Palavra de Deus, nosso compromisso é falar aquilo que está escrito; não podemos apresentar algo como verdade bíblica se não está nas Escrituras. No entanto, às vezes temos uma opinião pessoal sobre um determinado versículo ou passagem. O que fazer com essa opinião? Podemos compartilhá-la, desde que seja de forma equilibrada e sem causar confusão entre os ouvintes.

No capítulo sobre “pregação simples”, falamos sobre o cuidado ao citar textos complexos ou polêmicos. Da mesma forma, ao compartilhar uma opinião pessoal, podemos cometer erros semelhantes. Se o pregador deseja expressar sua opinião sobre a Bíblia, podemos seguir o exemplo do apóstolo Paulo. Em 1 Coríntios 7:25, ele diz: “Quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, meu parecer, como alguém que, pela misericórdia do Senhor, é digno de confiança.” Note que Paulo destaca que não tem um mandamento do Senhor, mas está dando o seu parecer. Ele deixa claro que o que está dizendo é uma opinião pessoal, e não a Palavra de Deus. Recomendo que você leia esse texto para entender melhor. Ao enfatizar que era sua opinião, e não um mandamento, Paulo nos mostra como devemos proceder em situações semelhantes. Quando estivermos pregando, podemos fazer o mesmo, dizendo: “Sobre isso que estou falando, é a minha opinião pessoal, não é a Bíblia que está dizendo; sou eu, que penso assim.” Dessa forma, ficaremos tranquilos e não comprometeremos nossa pregação.

É necessário ter bastante cuidado, avaliar se vale a pena ou não expressar sua opinião, e considerar para qual público você está falando. Digo isso porque, às vezes, nossa maneira de pensar pode não ser tão interessante ou parecer um pouco estranha para os outros. Como mencionei anteriormente, se for para causar confusão, é melhor não falar. Todos nós temos pensamentos variados, mas nem sempre vale a pena compartilhá-los. Compartilhe apenas se for para edificar. Há pessoas que tentam acrescentar coisas que não estão nas Escrituras, dizendo que um personagem bíblico fez algo que a Bíblia não menciona. Se o texto bíblico não nos dá clareza sobre um assunto, não podemos afirmar nada. Podemos sugerir: “Quem sabe, não aconteceu tal situação?” ou “Penso que poderia ter sido assim”, mas sempre deixando claro que a Bíblia não fornece essa informação e que é apenas uma ideia do pregador. Precisamos ser fiéis ao texto bíblico. Tome cuidado com suas opiniões pessoais.

Alguém já disse: “quando a Bíblia não diz com clareza, não podemos afirmar com certeza.” Esse assunto é sério e precisa de atenção. Muitos pregadores acabam “viajando” no texto bíblico e falando coisas absurdas, sem se preocupar com a correta interpretação do texto, sem levar em consideração o contexto histórico e cultural, e sem parar para pensar por que o texto bíblico está escrito daquela maneira. Precisamos observar todos os detalhes para que nossa opinião não contradiga a Bíblia. Às vezes, o meu pensamento não é equivalente à cultura da época, e o que estou falando não faz sentido. Não podemos pensar com a mentalidade de hoje ao interpretar um texto antigo. Devemos nos reportar à época para entender como eles pensavam e viviam.

Por exemplo, nos tempos antigos da Bíblia, era normal um homem ter mais de uma esposa, e isso também era natural para as mulheres da época. Pensar assim hoje parece um absurdo, pois o mundo mudou. A Bíblia é clara sobre esse assunto, mas, quando nos reportamos à época, entendemos que aquela mulher não pensava como a mulher de hoje. Assim, entendemos melhor o posicionamento de tal personagem bíblico. Se dissermos que seria um absurdo tal personagem pensar dessa forma, podemos estar entrando em contradição com a cultura da época. É bom lembrar que nem sempre a cultura da época concordava com a vontade de Deus.

Essas questões precisam ser bem definidas antes de pregar, para não entrarmos em contradição com a Bíblia e não falarmos besteiras sem sentido. Mesmo ao expressar nossa forma de pensar, não podemos fazer isso de qualquer maneira; precisa ser coerente. Então, pense bem: seu pensamento faz sentido? Acrescenta algo? Se não, é melhor não comentar e se aprofundar mais para evitar problemas. Afirmações sem base bíblica são extremamente perigosas.

Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos 12.7

Procure melhorar o seu português. Peça a alguém de confiança que tenha um bom domínio da língua para te corrigir e oferecer feedback. Saber se expressar corretamente faz toda a diferença, especialmente na pregação, onde a clareza e a precisão são essenciais. Uma mensagem mal formulada pode causar confusão e até mesmo distorcer o entendimento do que a Bíblia está realmente dizendo.

Existem pregadores que não se importam com isso, acham que a pregação da Palavra é o mais importante. De fato, a pregação é sempre mais importante, porém, precisamos nos aperfeiçoar. Outros pregadores erram bastante na língua portuguesa e não percebem que estão errando. Se você tiver essa pessoa de confiança, ela pode te ajudar a perceber o que você não está percebendo. Isso é muito importante para que seja transmitida uma boa mensagem. Gastar tempo com esse aprendizado vale muito a pena.

A interpretação de textos é uma habilidade essencial para qualquer pregador. Quando você consegue interpretar corretamente o que está lendo, não apenas entende melhor o conteúdo, mas também pode transmiti-lo de forma mais clara e precisa para o seu público. A Bíblia, em especial, é um livro profundo e muitas vezes simbólico, exigindo uma compreensão cuidadosa das palavras, contextos e intenções de seus autores.

Ao aprimorar sua interpretação de textos, você será capaz de identificar nuances importantes, como o contexto histórico e cultural, além de evitar mal-entendidos que podem surgir de uma leitura superficial. Isso também te ajuda a estruturar melhor suas mensagens, trazendo aplicações práticas e relevantes para a vida de quem te ouve. Uma boa interpretação permite que você conecte a Palavra de Deus de maneira poderosa com as necessidades e desafios do seu público, tornando a pregação mais eficaz e impactante.

Além disso, interpretar bem os textos te ajuda a evitar erros na hora de fazer aplicações ou tirar conclusões. Ao dominar essa habilidade, você será mais fiel à mensagem bíblica e terá mais confiança para expor as Escrituras com clareza, verdade e profundidade.

Eu gostaria de compartilhar minha experiência pessoal com você. Eu prego e escrevo muito há muitos anos. No início, eu errava bastante, não tanto na fala, mas muito na escrita. Minha esposa me ajudou muito, pois ela domina bem o português. Quando eu pregava, ela vinha com cuidado e falava tudo o que via de errado. Da mesma forma, quando eu escrevia, ela me mostrava os erros no texto.

Como eu sou muito ansioso, hoje graças a Deus bem menos, escrevia meus textos e queria publicar logo, sem passar por uma correção ortográfica. Hoje, estou revendo todo o meu conteúdo, que é muita coisa, e corrigindo. Poderia ter feito isso no passado; quem sabe alguém parou de ler o que eu escrevia por esse motivo.

Fui aprendendo e comecei a assistir vídeos de aulas de português. Agora, tento fazer o melhor. Minha esposa é um diferencial na minha vida. Hoje, erro bem menos do que antes, mas ainda estou melhorando. A língua portuguesa é muito difícil. Mas agora eu tenho prazer em estudar e crescer cada vez mais. Entendi que isso também é para a glória de Deus.

Além disso, busque aprimorar suas habilidades de comunicação. Assista a vídeos, leia livros e utilize outros materiais sobre como falar em público. Existem várias técnicas para melhorar sua oratória, como a maneira de projetar a voz, o uso adequado das pausas e o controle da linguagem corporal. Quando você domina essas habilidades, sua pregação se torna mais impactante e acessível ao público. Lembre-se de que a forma como você transmite a mensagem é tão importante quanto o conteúdo que você está pregando.

Eu tenho certeza que estudando mais e crescendo em todas essas áreas você vai percebendo aos pouco o quanto é bom crescer, as pessoas ao seu redor vão perceber também, sua pregação vai ficar mais atraente e isso contribuirá para que ela seja mais eficaz, outra coisa que tenho certeza, isso é da vontade de Deus, ele diz assim: “Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Romanos 12.7. Faça o seu melhor, porque Deus merece o melhor e ele pode te usar mais quando você se dou mais. Sem dúvida nenhuma, se você não tiver esses recursos, o Espírito Santo vai continuar te usando como usa muitas pessoas, porém, se você tiver mais para oferecer, o Espírito Santo vai usa você com todo o seu potencial.

Sem dúvida nenhuma, se você não tiver esses recursos, o Espírito Santo vai continuar te usando, como usa muitas pessoas. Porém, se você tiver mais para oferecer, o Espírito Santo vai te usar com todo o seu potencial.

Se prepare

Além de ser sábio, o mestre também ensinou conhecimento ao povo. Ele escutou, examinou e colecionou muitos provérbios. Procurou também encontrar as palavras certas, e o que ele escreveu era reto e verdadeiro. As palavras dos sábios são como aguilhões, a coleção dos seus ditos como pregos bem fixados, provenientes do único Pastor. Eclesiástes 12.9-11

Quem prega a mensagem é você, e não Deus. Por isso, é necessário se preparar bem para pregar. Deus é organizado, e tudo que Ele faz é bem estruturado. Ele não é um Deus de desordem e não faz as coisas de última hora; tudo é planejado por Ele. Já vi pregadores que, por terem experiência, não preparam suas mensagens. Eles acham que, por conhecerem bem a Bíblia, não precisam se esforçar. Vão para o púlpito, leem o texto bíblico e começam a pregar. Sabe qual é o resultado disso? São pregadores que falam sempre a mesma coisa, usam as mesmas passagens bíblicas e os mesmos argumentos repetidamente. As pessoas até já sabem o que eles vão pregar. Não há novidade, e isso dificulta o Espírito Santo de usar algo novo.

Vamos então nos preparar para fazer uma pregação bíblica. O primeiro passo, e o mais importante, é a oração. Peça iluminação a Deus para o entendimento do texto. Na maioria dos casos, o pregador escolhe o texto, e Deus dá o direcionamento durante o estudo. A pregação é uma parceria entre o pregador e o Espírito Santo. Ninguém tem sucesso sem essa parceria. Vamos deixar claro que não é o Espírito Santo quem prega sozinho, utilizando o pregador de forma mecânica. Em uma pregação, o Espírito Santo vai dando a direção, iluminando a mente do pregador, e ele vai transmitindo a mensagem. O Espírito utiliza o intelecto do pregador, e assim ocorre a parceria. O pregador, por sua vez, vai sendo iluminado e construindo sua mensagem. A primeira mensagem deve falar fortemente ao pregador. Por isso, ele precisa orar, buscar direcionamento em Deus, pedir perdão pelos pecados, ter um coração quebrantado e estar disposto a dar o seu melhor. Essa iluminação não ocorre apenas no preparo da mensagem, mas também enquanto ele está pregando. É uma interação contínua. Oração e humildade são fundamentais. Ao subir no púlpito, é necessário que o quebrantamento ocorra dentro do coração do pregador. Não se pode subir com arrogância, achando que sabe tudo. Pregar é uma grande responsabilidade, então seja humilde diante de Deus e das pessoas.

O segundo passo é tão importante quanto o primeiro: conhecer bem o texto proposto. Você não precisa ser teólogo para pregar, como mencionei no início deste livro, mas precisa conhecer bem o que vai falar. Examine bem a passagem bíblica; leia-a mais de uma vez, no mínimo três vezes. Leia em outra versão, pois isso pode ajudar no entendimento. Agora que conhece bem o texto, comece a fazer anotações. Anote as palavras ou expressões que chamaram sua atenção ou que você achou mais importantes. Procure entender o significado delas; consulte um dicionário, explore esses detalhes.

Uma boa dica é anotar os personagens envolvidos e suas participações no texto. Procure entender o que está acontecendo, o local do evento, o porquê da situação. Detalhes no texto podem enriquecer sua mensagem. Por exemplo, se você for pregar sobre Jesus dormindo no barco durante a tempestade, seria interessante estudar um pouco sobre o mar da Galileia e sua geografia. Isso trará novidade para sua mensagem e permitirá entender melhor o contexto. Portanto, extraia o máximo de informações do texto.

O terceiro passo é procurar entender o contexto imediato, ou seja, os versículos anteriores e posteriores ao seu texto. O que estava acontecendo antes, e o que acontece depois? Geralmente, você não vai pregar sobre o contexto, mas isso contribui para o entendimento da mensagem e, às vezes, é crucial. Vale a pena conhecer. Às vezes, entender o contexto geral do livro ou carta ajuda bastante. Faça suas pesquisas. Sua mente se abrirá e você terá muito material para incluir na mensagem. Mais adiante, veremos como organizar essas informações. O fundamental é que o pregador domine bem o conteúdo. Isso é essencial para uma boa pregação. Se não fizermos isso, corremos o risco de ser como aqueles pregadores que pegam o texto bíblico e começam a contar histórias, falando de tudo, menos da Bíblia. As pessoas saem da igreja sem ser alimentadas espiritualmente. Sua experiência pessoal pode até ajudar, mas não faz sentido se não estiver bem alinhada com o texto bíblico.

Estude bem, faça o seu melhor, mas nunca se esqueça de ser sensível à voz do Espírito Santo. Quem transforma vidas é Ele, e não o pregador. O pregador é apenas um instrumento nas mãos de Deus. Quanto mais o pregador se preparar, mais ele será usado. Lembre-se de que o Espírito Santo usa as pessoas com suas capacidades. Então, se prepare bem e você terá um ótimo desempenho.

Vamos resumir os três passos? Primeiro, clame a Deus para que Ele ilumine o seu entendimento. O segundo é conhecer bem o texto proposto e fazer anotações. O terceiro é conhecer o contexto imediato e, se necessário, o contexto geral do livro ou carta. Esses três passos são fundamentais para começar a organizar sua pregação.

Observe o texto

A primeira coisa que precisamos fazer é ler o texto sobre o qual vamos pregar pelo menos três vezes. Isso é muito importante. Ao ler o texto repetidamente, encontramos mais detalhes que talvez não tenhamos notado na primeira leitura. Esse procedimento nos ajuda a gravá-lo em nossa mente e, certamente, torna o momento da pregação bem mais tranquilo. Além disso, nos dá mais intimidade com o texto.

Outra coisa valiosa é ler em outra versão bíblica. Ao fazer isso, adquirimos uma compreensão maior e podemos encontrar palavras mais fáceis de entender ou sentidos mais claros. Cada tradução traz uma abordagem diferente, destacando aspectos que talvez não sejam tão óbvios em uma única versão. Comparar várias versões amplia nossa perspectiva sobre o significado e as aplicações do texto, ajudando a melhorar nossa compreensão.

Após essas leituras, podemos começar a fazer anotações, primeiro registrando os pontos mais importantes ou os que chamaram a nossa atenção, como algo que despertou curiosidade ou que pareceu diferente do normal.

Também podemos fazer algumas perguntas ao texto: Quem? O quê? Onde? Quando? Por quê? Essas perguntas nos ajudam a evitar erros de interpretação. Muitas pessoas erram porque não conhecem bem o texto ou não buscam informações corretas sobre ele. Essas perguntas são fundamentais para entender exatamente o que está acontecendo no texto bíblico.

Quem está envolvido na passagem?

Com essa pergunta, conseguimos identificar com precisão quais são os personagens envolvidos no texto e entender o papel que cada um desempenhou. Isso nos ajudará a interpretar e aplicar corretamente o texto bíblico, além de situar o pregador dentro da realidade histórica, cultural e espiritual.

Quem é o autor do texto?

Entender o autor da passagem, sua intenção ao escrever e o contexto pode nos dar pistas sobre o propósito do texto. É muito enriquecedor saber em que época ele escreveu, em qual cultura estava inserido e quais eram as circunstâncias. Por exemplo: saber que Paulo escreveu aos Filipenses é fundamental, pois ele estava encorajando os cristãos mesmo em uma situação difícil. Isso nos mostra que, mesmo em momentos desafiadores, o crente deve continuar focado no reino de Deus, e que as circunstâncias não devem alterar nossa relação com Jesus. Essa carta é conhecida como a “carta da alegria”, mas Paulo estava preso quando a escreveu, o que serve como um grande exemplo para nós.

Quem está ouvindo ou recebendo a mensagem?

Sabendo disso, podemos aplicar o texto ao nosso contexto atual. Quando entendemos que Paulo escrevia para um povo pagão, com uma cultura totalmente contrária ao judaísmo ou ao cristianismo, uma cultura repleta de deuses, conseguimos compreender melhor os desafios que ele enfrentava e também o motivo de ele escrever de determinada forma. Por exemplo, quando Paulo disse que as mulheres deveriam estar caladas nas igrejas, isso era algo específico para aquela igreja, e não uma regra para todas as igrejas ou para os dias de hoje. Se interpretarmos isso de maneira equivocada, podemos pensar que as mulheres não podem pregar nem ensinar. Portanto, entender o motivo por trás dessas instruções é extremamente importante.

O que está acontecendo no texto?

VÉ um milagre, um ensinamento, uma repreensão? É um texto que conta uma história, ou é um texto doutrinário? Qual é o foco do texto? Fala sobre perdão, cura ou está abordando uma postura cristã? Essas perguntas nos guiam na abordagem da pregação e nos ajudam a não pregar fora de contexto. Isso nos permitirá comunicar a mensagem com mais clareza e fazer uma aplicação correta. Você pode até usar citações de outros versículos com a tranquilidade de não sair do contexto, porque entendeu o propósito do texto.

Onde a história ou evento está acontecendo?

A localização geográfica pode ajudar muito na compreensão do texto e trazer informações valiosas para a pregação. O lugar pode influenciar as circunstâncias, a cultura e o comportamento dos personagens. Todos nós vivemos em nossas próprias culturas, e isso varia bastante de um lugar para outro. Até mesmo alguns costumes atuais e formas de culto fazem diferença. Saber que Sarepta era fora de Israel, por exemplo, mostra que a mulher que recebeu Elias não fazia parte do povo de Deus, mas, mesmo assim, acreditou no profeta e obedeceu. Isso nos ensina que até mesmo um estrangeiro pode obedecer e reconhecer que Deus é a solução para sua vida. Essa compreensão enriquece muito a pregação.

Colhendo todas essas informações, teremos todas as condições para começar a preparar nossa pregação. Então, escolha um texto bíblico e faça suas anotações.

Prepare o texto

Agora que reunimos todos os dados no capítulo anterior, vamos criar uma estrutura básica para o sermão. É importante dividir a mensagem em pelo menos cinco partes: texto, título, introdução, corpo da mensagem e conclusão. Vamos falar sobre cada uma delas.

O texto

É essencial ter um texto bíblico que sirva como base do seu sermão. Uma prática comum, já comentada, é o pregador citar uma passagem bíblica e depois deixá-la de lado, esquecendo de se conectar a ela. O texto bíblico precisa estar ligado ao tema e à mensagem. Escolha bem o texto que será a base. Costumo pegar o texto que vou pregar e destacar um ou alguns versículos que chamem mais a atenção ou despertem curiosidade. Por exemplo, quando prego sobre a mulher do fluxo de sangue, gosto de usar os versículos 27 e 28, que dizem: “Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto, porque pensava: ‘Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada'”. Alguns pregadores preferem ler a passagem inteira. Se for curta, isso funciona bem; mas se for longa, pode cansar o ouvinte e desviar a atenção. O importante é que o texto bíblico escolhido esteja completamente ligado à mensagem que você vai desenvolver. Então, escolha o texto com cuidado para que ele sirva de base sólida para sua mensagem.

O título

O título precisa ser simples e chamativo. Evite usar termos técnicos ou teológicos, pois o público precisa entender claramente o que você está transmitindo. Crie curiosidade e desperte o desejo de ouvir a pregação; títulos em formato de perguntas também podem ser interessantes. Usando a passagem da mulher do fluxo de sangue como exemplo, podemos utilizar títulos como: Um Toque de Fé, O Toque que Transforma, A Fé que Toca Jesus ou Um Simples Toque. Escolhi a palavra “toque” porque gosto de dar ênfase a essa parte da história, mas é importante encontrar um título que realmente chame a atenção. Um bom título será lembrado, mas, se ele não estiver conectado ao texto e não for mencionado durante a mensagem, não necessariamente repetido, mas envolvido no decorrer da pregação, corre o risco de ser esquecido. A conexão entre o título e o conteúdo é essencial para garantir que ele seja eficaz.

A introdução

A introdução é fundamental para a mensagem. Se você conquistar as pessoas na introdução, será muito mais fácil manter a atenção durante o restante do desenvolvimento. Uma boa introdução não deve ser longa. Já vi pregadores que passam dez ou quinze minutos só na introdução, o que é muito tempo. É melhor que seja breve.

Você pode mencionar o contexto do texto proposto ou falar sobre o personagem, algo que possa explicar e localizar os ouvintes em relação ao que você vai abordar. Vamos supor que você vai falar sobre o Bom Samaritano: você pode explicar por que os judeus não se davam bem com os samaritanos. Também pode contar um pequeno testemunho, usar uma situação cotidiana, uma ilustração ou até fazer uma boa pergunta para desafiar os ouvintes. O importante é que esteja ligado ao tema da mensagem.

Corpo da mensagem

Sua função como pregador é explicar o texto. Você vai desenvolver o assunto e pode dividir o texto em tópicos para facilitar a compreensão dos ouvintes. Ao pregar, estamos construindo uma ideia, e as pessoas precisam entender claramente o que estamos tentando transmitir. A mensagem precisa estar bem organizada, pois, se não estiver, prejudicará o entendimento e poderá fazer com que as pessoas percam o foco.

Em cada tópico, você pode explicar o que está acontecendo no texto e, em seguida, aplicar esse ensinamento à nossa realidade atual. Trazer a realidade do que acontecia no texto bíblico e conectá-la com o que pode ser aplicável nos dias de hoje ajuda a tornar a mensagem relevante. Se a pregação ficar apenas na história bíblica, ela pode não fazer sentido ou parecer apenas uma narrativa. Quando aplicamos o texto à nossa vida cotidiana, ele passa a fazer sentido para os ouvintes.

Você já deve ter saído de uma igreja com a impressão de que não entendeu nada do que o pregador estava falando ou de que as ideias não se conectaram. Por isso, é essencial que tudo na mensagem faça sentido e esteja interligado.

Conclusão

Diante de tudo o que foi pregado, é importante relembrar os pontos mais relevantes, trazendo uma reflexão do que foi falado e convidando os ouvintes a uma ação, um desafio de fé, onde possam pensar no que farão a partir de agora com o que aprenderam. Por exemplo: “Assim como a mulher do fluxo de sangue foi curada por um simples toque de fé, hoje Jesus está disponível para tocar sua vida e transformar sua situação. Você está disposto a dar esse passo de fé?”. Faça uma boa conclusão, sendo breve. As pessoas já ouviram o sermão inteiro, por isso não é necessário contar outra história ou repetir várias vezes a mesma ideia. Se for o caso de fazer uma oração, ela também deve estar conectada ao sermão.

Este é um exemplo simples de como estruturar uma boa mensagem. Para fazer uma pregação eficaz, é essencial que ela seja clara, com uma linguagem simples, construindo um pensamento coeso, onde tudo esteja bem conectado. Isso permitirá que as pessoas saiam refletindo sobre como aplicar em suas vidas aquilo que aprenderam.

Montando um esboço

Vamos montar uma base falando sobre a passagem da mulher com fluxo de sangue. Essa passagem bíblica se encontra em Lucas 8:43-48, Marcos 5:25-34 e Mateus 9:20-22. Vamos focar no texto de Lucas, mas é importante que você também leia os outros textos para coletar mais informações.

Título: Um toque de fé

Texto Base: Lucas 8:43-48

Introdução

vamos conhecer a história de uma mulher que sofria de uma doença há 12 anos de uma doença incurável, porém, ao tocar em Jesus, ela foi completamente curada. Bastou uma decisão, um toque, essa mulher enfrenta a multidão e consegue a sua cura.

A Condição da Mulher (v. 43)

A mulher estava doente havia 12 anos, uma condição que a debilitava. Ela estava fisicamente e emocionalmente fragilizada.

Ela era considerada impura pela lei judaica, vivendo isolada e com vergonha (Levítico 15:25-27). Ela estava social e espiritualmente isolada.

O que fazer quando nos sentimos presos em nossos problemas, com a sensação de não haver solução à vista?

A Coragem de Buscar Jesus (v. 44)

A mulher enfrentou a multidão e a rejeição social para tocar na orla das vestes de Jesus. Ela superou todas as barreiras.

Ela não esperou Jesus vir até ela; ela foi até Jesus com fé. A atitude partiu dela.

A fé nos impulsiona a tomar atitudes corajosas para buscar a solução em Cristo.

O Toque de Fé (v. 44-46)

Muitos tocavam Jesus, mas o toque dela foi de fé genuína, tanto que Jesus percebeu. Ela acreditou que um simples toque poderia curá-la. O milagre não estava nas vestes de Jesus, mas na fé que ela tinha.

A fé verdadeira é pessoal e move o coração de Deus, mesmo quando ninguém mais percebe. Jesus percebeu o toque dela.

O Encontro Pessoal com Jesus (v. 47)

A mulher reconheceu seu ato e compartilhou sua história diante de todos. Ela confessou publicamente.

Jesus restaurou sua saúde, suas emoções e a sua vida social completamente.

Jesus quer mais do que apenas curar nossas enfermidades; Ele deseja um relacionamento restaurador.

A Palavra de Confirmação e Paz (v. 48)

“A tua fé te salvou; vai em paz.” Quando nos aproximamos de Jesus com fé, Ele não só nos cura, mas nos dá paz e restauração.

Conclusão

Reforce a importância de uma fé que ultrapassa as barreiras, que não teme obstáculos e que leva ao encontro transformador com Cristo.

Convide os ouvintes a refletirem sobre suas próprias situações e a tomarem a decisão de buscar Jesus com uma fé ousada e confiante.

Encoraje as pessoas a confiarem em Jesus para qualquer circunstância em suas vidas e a crer que um simples “toque” de fé pode mudar tudo.

Faça o seu esboço

Você pode se aprofundar mais lendo as passagens em outros evangelhos e buscando informações na medicina sobre o estado físico daquela mulher. Explore mais sobre a situação social dela na época e outros aspectos relevantes. Este é um pequeno exemplo de como extrair do texto informações importantes.

Ao anotar quem são os personagens, você poderá perceber a reação de cada um envolvido na passagem, o que ajuda muito no desenvolvimento do sermão. Também é importante conhecer o que aconteceu antes e depois da passagem bíblica, pois isso enriquece ainda mais o conteúdo. Quanto mais informações você buscar, melhor será a sua mensagem.

Aprodundando um pouco mais

Vamos nos aprofundar um pouco mais neste texto. A ideia é extrair todas as informações e pontos importantes. Seguindo tudo que foi ensinado, vamos explorar ainda mais. Está pronto? Quero te dizer uma coisa: você nunca mais vai ler a Bíblia como antes. Quando nos aprofundamos no conhecimento bíblico, nossa visão se abre e conseguimos enxergar muitas coisas, enriquecendo muito nossa mensagem.

A mulher do fluxo de sangue

Um toque de fé

Observando detalhes

Essa passagem aparece nos três evangelhos: Lucas 8:43-48, Marcos 5:25-34 e Mateus 9:20-22. No esboço anterior, escolhi Lucas. Vamos explorar mais.

Observando detalhes

Personagens: Certa mulher, médicos, ninguém, Jesus, Pedro, todo o povo.

Acontecimentos: Uma mulher, sofrendo há 12 anos com uma hemorragia, é curada instantaneamente.

Anotações importantes:


Doze anos de sofrimento;
Gastou tudo que tinha;
Ninguém poderia curá-la;

Ela estava cerimonialmente impura, socialmente isolada e provavelmente vivia sozinha. Devido à hemorragia contínua, permanecia impura o tempo todo.

Vejamos Levítico 15:25.

25 “Quando uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora da sua menstruação normal, ou um fluxo que continue além desse período, ela ficará impura enquanto durar o corrimento, como nos dias da sua menstruação.

A fé verdadeira é pessoal e move o coração de Deus, mesmo quando ninguém mais percebe. Jesus percebeu o toque dela.

Você pode se aprofundar lendo mais em Levítico. Essa informação de Levítico geralmente é encontrada ao procurar palavras-chave como “fluxo de sangue,” “impura,” “mulher,” “tocar,” etc. Uma Bíblia de estudo ajuda muito com comentários que apontam versículos relacionados; hoje em dia existem Bíblias de estudo online, gratuitas ou pagas.

Vou te indicar um site que pode ajudar muito a achar referências cruzadas de textos bíblicos. Dá uma olhada depois: www.bibliaportugues.com.

Seu problema era muito grave e afetava toda a vida dela, não somente sua saúde, mas também sua convivência com as pessoas.

Para enriquecer um pouco mais usa mensagem você pode pesquisar o que é uma hemorragia na visão da medicina ou perguntar a algum profissional.

44. Ela chegou por trás dele, tocou na borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia.

Uma atitude ousada: ela foi e tocou nas vestes de Jesus, tentando ser discreta, sem chamar a atenção. Isso pode indicar vergonha de sua condição ou medo de rejeição. Sua fé era tão grande que acreditava que apenas tocando em Jesus seria curada. Jesus nem precisava olhar para ela ou falar com ela. Ela enfrentou a multidão para alcançar a cura e foi curada instantaneamente.

O toque da mulher em Jesus não foi apenas físico, mas também espiritual. Ela não foi curada apenas de sua doença; foi restaurada emocional, social e espiritualmente, além de receber a cura física.

A multidão pode simbolizar as distrações, os medos, e os julgamentos que muitas vezes nos impedem de chegar até Jesus. Não podemos ter medo da multidão, precisamos “romper com a multidão” de opiniões, medos ou críticas para tocar Jesus em nossa busca de restauração.

45 “Quem tocou em mim? “, perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: “Mestre, a multidão se aglomera e te comprime”.

A pergunta de Jesus é interessante; todos estavam encostando nele, mas aquele toque não foi apenas físico – foi um toque de fé, e Jesus o sentiu.

46 Mas Jesus disse: “Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder”.

Jesus sentiu um toque diferente e curou sem saber, de imediato, quem havia sido curado. A mulher alcançou seu objetivo, mas não conseguiu ser discreta, pois Jesus logo percebeu. Ao notar o toque, Jesus demonstra que não é apenas um ser humano, mas um Deus que está próximo de cada um de nós.

47 Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele e como fora instantaneamente curada.

Ela estava com medo; foi ousada ao tocar em Jesus, e agora precisava revelar que havia sido ela. Rejeitada muitas vezes ao se aproximar das pessoas, agora era diferente: estava curada. Em meio a muitas emoções, ela contou tudo, testemunhando publicamente o milagre. A mulher que chegou se arrastando agora voltava de pé para sua casa.

48 Então ele lhe disse: “Filha, a sua fé a curou! Vá em paz”.

Jesus a tratou com carinho, chamando-a de “filha” e reafirmando que sua fé foi o que a curou. Jesus se importou com ela.

O que podemos aplicar em nossa vida?

Ousadia e fé em Jesus: Precisamos nos aproximar de Jesus com ousadia e fé, acreditando em Seu poder.

A multidão: A multidão pode ser um obstáculo, mas precisamos focar em Jesus, pois Ele nos percebe.

Nossa condição: Não importa nossa condição ou se sentimos impureza diante de Deus; com fé, apenas um toque em Jesus pode nos curar. Esse toque é espiritual. Hoje, Ele está presente espiritualmente, e com fé, podemos tocá-Lo.

O que achou? Leia o texto e faça suas próprias anotações; talvez encontre algo que eu não encontrei. Quando fazemos nossas próprias anotações, consolidamos o texto em nossa mente. Por isso, antes de ler comentários ou mensagens, leia a passagem bíblica e anote suas percepções. Depois, aprofunde-se na pesquisa. Deus certamente falará contigo.

Mensagem temática

No capítulo anterior, apresentamos uma mensagem expositiva baseada no texto bíblico. Uma mensagem expositiva é um tipo de discurso que tem como objetivo explicar um assunto ou transmitir informações sobre um tema de forma clara e precisa.

Agora, vamos dar um exemplo de uma mensagem temática. Para isso, utilizaremos o texto de Salmo 92:12-13, que fala sobre o cedro e a palmeira

Título: O cedro e a palmeira

Texto Base: Salmo 92:12,13

Introdução: Deus, muitas vezes, usa a natureza para exemplificar como deve ser a vida daqueles que o amam. A natureza expressa a criação de Deus; tudo o que Ele criou tem o seu propósito. Vamos falar sobre o cedro e a palmeira, e a comparação dessas duas plantas em relação à vida dos justos, buscando extrair lições para nossa vida.

1. Os justos florescerão como a palmeira

O que fez o salmista comparar os justos com a palmeira?

Frutos da palmeira: (cocos, tâmaras), palmito, açúcar, sagu, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, entre outros.

É necessário gerar frutos; nossas atitudes são os frutos de alguém que vive para o Senhor. Se somos de Deus, precisamos refletir o caráter d’Ele. Observando a palmeira, podemos notar que toda ela é aproveitada; é uma árvore muito útil para várias coisas. Todo cristão também precisa ser útil na vida dos outros. Assim como a palmeira serve ao homem, nós também devemos servir aos outros. O justo florescerá como a palmeira.

Servir para Glória de Deus: Precisamos servir de acordo com os princípios de Deus, fazendo o que é correto.

“Cheios dos frutos de justiça, que vêm por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:11

Precisamos promover a paz: A justiça não se promove na guerra; para promovê-la, é necessário ter paz. Nós somos os pacificadores, os primeiros a anunciar a paz. Quando isso acontece, prosperamos na justiça.

“Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz.” Tiago 3:18

Precisamos promover a salvação: A árvore da vida simboliza vida, sustento e crescimento saudável. Há uma menção em Apocalipse que fala sobre seus frutos, que servem como alimento, e suas folhas, que são para cura, ou seja, remédio. Precisamos produzir vida, pois uma vez que recebemos vida em Cristo e estamos salvos, temos o dever de promover a salvação.

“O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.” Provérbios 11:30

Precisamos produzir bons frutos: Se estamos em Cristo, nossos frutos devem ser bons. Não há como uma árvore ruim produzir bons frutos. Se estamos ligados a Cristo, nossos frutos serão bons. É necessário refletir sobre tudo o que fazemos e falamos. Será que, de fato, estamos produzindo bons frutos?

“Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode dar frutos bons.” Mateus 7:17-18

Em várias culturas antigas, as palmeiras eram associadas à vitória e ao sucesso. Por exemplo, na Roma antiga, ramos de palmeira eram dados a vencedores de batalhas e competições.

Na Bíblia, ramos de palmeira simbolizam vitória, como quando Jesus entrou triunfante em Jerusalém, e as multidões agitavam ramos de palmeiras (João 12:13).

As palmeiras aparecem na Bíblia como símbolos de vitória, justiça, resiliência, prosperidade e bênção. Elas são frequentemente usadas em momentos de adoração e celebração, além de representar os justos que permanecem firmes e florescem na presença de Deus.

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.” Apocalipse 7:9

2 . Crescerão como cedro

Altura e Imponência: O cedro do Líbano pode alcançar até 40 metros de altura. Suas imensas dimensões fazem com que ele seja considerado uma árvore majestosa. Tem crescimento lento, porém, constante.

Quem está firmado em Deus cresce para a glória d’Ele. Esse crescimento não é para aparecer, mas sim para dar suporte aos outros, oferecendo sombra e trazendo bem-estar.

Raízes Profundas: O cedro tem raízes profundas que o tornam altamente resistente a tempestades e condições adversas. Ele é capaz de crescer em solo rochoso e sobreviver por muitos anos.

“Ele é como árvore plantada junto a correntes de águas, que dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não murcham; e tudo quanto ele faz prosperará.” Salmo 1:3

Não podemos crescer apenas para o alto; precisamos criar raízes profundas. Nossa base é Cristo. Quanto mais nos aprofundamos n’Ele, mais segurança temos, não cairemos e conseguiremos resistir a toda e qualquer adversidade da vida. Seremos resistentes aos vendavais.

“…para que Cristo habite pela fé nos vossos corações, estando vós enraizados e alicerçados em amor.” Efésios 3:17

“Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé como foram ensinados, transbordando de gratidão.” Colossenses 2:6-7

Durabilidade e Longevidade: Estes cedros podem viver por centenas de anos, e sua madeira é muito durável, resistente a pragas e condições climáticas. Além disso, o crescimento do cedro é lento, mas estável, tornando-o ainda mais valioso.

Quando falamos de durabilidade, lembramos da vida eterna, mas não somente isso. Nossa vida aqui deve deixar um legado para as próximas gerações. Devemos fazer discípulos, e assim, aquilo que somos em Cristo durará por muitos anos. Precisamos resistir a todo ataque do inimigo e avançar sem retroceder.

“Tudo posso naquele que me fortalece.” Filipenses 4:13

“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.” Isaías 40:31

Aroma Agradável: A madeira do cedro do Líbano tem um perfume agradável e é resistente ao apodrecimento, o que a torna altamente desejável para construção e fabricação de móveis.

“Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.” 2 Coríntios 2:14-15

Precisamos exalar o bom perfume de Cristo, o aroma do Seu evangelho. Isso significa que devemos ser pessoas agradáveis.

“Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.” Efésios 5:1-2

3. Estarão na presença de Deus

Os átrios eram o pátio exterior do templo onde o povo de Israel se reunia para adorar e buscar a Deus. Estar nos átrios do Senhor, para os israelitas, representava estar em um lugar de proximidade com a presença de Deus. O templo era considerado a casa de Deus na Terra, e estar nos átrios era uma forma de estar “perto” de Deus.

“Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil em outro lugar.” Salmo 84:10

Conclusão

Precisamos ter uma vida frutífera na presença do Senhor. Devemos estar plantados e florescendo. Os justos têm raízes profundas em Cristo e crescem continuamente para a glória de Deus. Por terem raízes tão profundas, conseguem enfrentar todo tipo de tempestade sem cair. Os justos também dão frutos para a glória de Deus; suas vidas exalam o bom perfume de Cristo, e suas atitudes são sempre voltadas para o próximo. Suas obras são boas e duradouras, e seu legado é o discipulado, deixando marcas positivas na vida das pessoas. Que possamos ser justos, crescendo e florescendo no Reino de Deus.

Um bom pregador

Se você deseja ser um bom pregador, precisa estudar a Bíblia e adquirir um conhecimento profundo. O contato diário com as Escrituras é indispensável. Não adianta ler a Bíblia rapidamente; é necessário lê-la com calma, observando todos os detalhes. Também é essencial ter uma vida espiritual ativa. O pregador precisa estar sensível à voz de Deus e atento, pois Deus fala o tempo todo, por meio de diversas situações.

Além disso, o pregador precisa ser humilde, sem se colocar acima dos outros por causa do conhecimento adquirido. Pelo contrário, deve compartilhar com humildade aquilo que aprendeu. É importante também estar sempre atualizado com os conhecimentos gerais e contemporâneos. O pregador deve ser uma pessoa bem informada. Nunca pare de estudar.

Eu, particularmente, aconselho que você faça um curso de teologia. Hoje em dia, isso não é difícil; existem bons cursos a distância que podem ser feitos no conforto do seu lar. Melhore seu conhecimento lendo bons livros sobre pregação. Invista em si mesmo. Que Deus abençoe sua vida e que você cresça em seu ministério. Que sua igreja seja abençoada por meio de sua vida.

Este livro é uma pequena contribuição para o seu conhecimento. É um conteúdo simples e direto. Como mencionei no início, você precisa buscar mais informações e explorar livros mais profundos e técnicos. Meu objetivo é facilitar ao máximo o seu início no ministério, sem entrar em detalhes mais técnicos. Que este material seja uma bênção para você. Obrigado por ter chegado até aqui.

Gostaria de te convidar a receber e-mails com pregações. Para isso, é bem simples: basta enviar um e-mail para nós informando que deseja receber as pregações, e nós vamos mantê-lo sempre atualizado. Nosso e-mail é: sigaelejesus@gmail.com.

Pastor Claudio Henrique Duarte.

Que se aprofundar mais?

ADQUIRA JÁ!

O que te impede de pregar?

Talvez você pense que seja necessário ser um pastor ou ter um curso de teologia para pregar. Talvez tenha medo de falar em público ou se preocupe com o que as pessoas vão pensar.

É normal ter esses sentimentos, mas eles não podem te impedir de cumprir o chamado que Deus tem para você.

Este livro foi escrito para te ajudar a vencer esses desafios e descobrir o potencial que existe em você. Com dedicação e fé em Deus, você pode superar qualquer obstáculo e se tornar um bom pregador.

Neste livro, abordaremos tudo que é necessario para que você seja um bom pregador.

VOCÊ PODE ADQUIRIR DE 2 FORMAS

LIVRO COMUM

Livro impresso nas dimensões 13,9 × 20,9 × 0,52 cm, 136 páginas, impressão preto e branco (papel Avena/Pólen), editora UICLAP.

LIVRO DIGITAL


Com o Kindle da Amazon, a instalação é simples e rápida. Basta baixar o aplicativo gratuitamente em qualquer dispositivo e você estará pronto para acessar milhares de livros digitais. Sincronize seu progresso de leitura em todos os dispositivos e desfrute de uma experiência de leitura sem complicações, onde quer que esteja.

Baixe o kindle no google play para Android ou no App Store para Apple

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima