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Dízimos e Ofertas

Antes de começar!

Vivemos dias corridos, cheios de compromissos, distrações e pressões. Muitas vezes, sem perceber, vamos gastando tempo com o que é urgente, mas deixando de lado o que é realmente essencial. Este devocional de 30 dias nasceu exatamente desse desafio: ajudar você a reorganizar prioridades e redirecionar o coração para aquilo que realmente importa.

Ao longo dessas páginas, o convite é simples e profundo ao mesmo tempo: parar, refletir e caminhar diariamente com Deus. Cada dia foi pensado para conduzir você a uma leitura bíblica, uma breve meditação prática e um momento de aplicação pessoal, ajudando a alinhar fé, decisões e rotina.

Este não é um livro para ser lido com pressa. É um caminho para ser percorrido com sinceridade, permitindo que o Espírito Santo revele ajustes, cure excessos e fortaleça propósitos. Alguns dias trarão confrontos suaves, outros encorajamento, mas todos apontam para uma vida mais intencional, equilibrada e centrada em Deus.

Que, ao final desses 30 dias, você não apenas tenha adquirido novos hábitos espirituais, mas tenha aprendido a valorizar melhor o tempo, a ouvir mais a voz de Deus e a viver com mais clareza de propósito. Que este devocional seja um instrumento de crescimento, transformação e renovação diária.

Devocional: Dízimos e Ofertas

1º Dia - O primeiro registro do dízimo

1º DIA

O primeiro registro do dízimo

Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abrão, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos”. E Abrão lhe deu o dízimo de tudo.
Gênesis 14:18-20

Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque, reconhecendo que a vitória vinha de Deus. O dízimo surgiu antes da Lei, como resposta de gratidão. Seu coração foi movido por reconhecimento, e ele não ficou apenas em palavras, mas tomou uma atitude: deu a décima parte de tudo.

A gratidão é mais do que sentir, é agir. A ingratidão, por outro lado, fecha os olhos para as bênçãos divinas.

E nós, temos reconhecido as mãos de Deus em nossa vida? Ou temos deixado suas bênçãos passarem despercebidas? Antes de pensarmos em obrigação, pensemos em gratidão.

Motivos de oração: A oração de hoje é de gratidão, por tudo o que Deus tem feito em nossa vida. Ele tem nos sustentado todos os dias e tem provido os recursos de que precisamos. Vamos orar nesse propósito?

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

2º DIA

O voto de Jacó

“Então Jacó fez o seguinte voto: “Se, de fato, Deus for comigo e me proteger nesta jornada, se ele me providenciar alimento e roupa, e se eu voltar são e salvo à casa de meu pai, então o Senhor certamente será o meu Deus. E esta coluna memorial que eu levantei será um lugar de adoração a Deus, e eu entregarei a Deus a décima parte de tudo que ele me der”. Gênesis 28:20-22

Jacó viveu uma experiência marcante com Deus e fez uma promessa: entregar a décima parte de tudo o que recebesse e levantar uma coluna como sinal de adoração. Ele confiava que Deus supriria cada necessidade — e Deus cumpriu sua palavra.

Muitas vezes podemos pensar que o dízimo não faz diferença em nossa vida, mas a história de Jacó e de outros grandes homens de Deus nos mostra que confiar e entregar a Deus aquilo que temos é um passo de fé que traz bênção e provisão. Que possamos confiar plenamente no Senhor e ofertar nosso dízimo de coração, crendo que Ele cuidará de tudo.

Motivos de oração: Ore para que o Senhor o ajude a confiar como fez Jacó, adorando a Deus e confiando que ele irá suprir todas as necessidades. Faça uma aliança com o Senhor hoje.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

4º DIA

Fermento

E contou-lhes ainda outra parábola: O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada. Mateus 13:33

Eu acho incrível o poder do fermento. Ele é usado em pouca quantidade, mas consegue fazer uma massa crescer bastante. Lentamente e de forma silenciosa, o fermento atua, influenciando toda a massa até expandi-la.

Jesus comparou o Reino dos Céus a um fermento que uma mulher colocou na massa, e ela toda cresceu. O Reino de Deus é assim: uma pequena palavra, uma atitude intencional, e logo começa a crescer no coração das pessoas, até transformar completamente.

Por isso, precisamos anunciar o Reino dos Céus, mesmo que aos poucos ou com poucas palavras. Ainda que o resultado pareça lento, não podemos desistir. É preciso lembrar também que não podemos pôr fermento demais na massa, pois podem acontecer efeitos negativos. O crescimento espiritual de uma pessoa exige um processo — e esse processo demanda tempo e perseverança.
Que possamos pregar com paciência, confiando que Deus fará crescer e transformar corações. Precisamos anunciar e estar disponíveis.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

3º DIA

Confiança em Deus

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.”
Malaquias 3:10

O povo havia reconstruído o templo, mas muitos estavam desanimados e desobedientes, deixando de oferecer dízimos e ofertas corretamente. Deus os convida a entregar com fidelidade, prometendo abundância e bênçãos sem medida àqueles que confiam Nele.

Quando ofertamos para a casa do Senhor, reconhecemos que tudo vem Dele e participamos da expansão do Seu Reino. Devemos entregar com alegria e confiança, oferecendo as primícias, o melhor, pois Ele nos deu o melhor. O Senhor garante cuidado e proteção, mas é nosso papel obedecer e participar de Sua obra.

Motivos de oração: Ore para que o Senhor aumente a sua fé em relação aos dízimos, para que você possa dar a primeira parte a Deus, e não apenas aquilo que sobra.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

5º DIA

O dízimo é santo

“Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas das árvores, pertencem ao Senhor; são consagrados ao Senhor.” Levítico 27:30

O dízimo é santo ao Senhor, ou seja, a décima parte pertence a Ele. Deus deixou para nós 90% e pediu apenas 10%, de forma justa para todos, ricos ou pobres.
Naquele tempo, servia para sustentar os levitas, financiar o templo, contribuir para os pobres e ensinar que Deus é dono de tudo. Hoje, continua cumprindo o mesmo propósito: apoiar a obra de Deus e expandir Seu Reino.

Quem dizima demonstra fidelidade, gratidão e compromisso com Deus. Devemos entregar o dízimo com alegria e confiança, sem esperar algo em troca; a verdadeira bênção está em obedecer e honrar a Deus.

Motivos de oração: Ore para que o Senhor dê alegria em dizimar e ofertar, que seja feito com gratidão e fidelidade, não por obrigação ou expectativa de recompensa, mas como participação na grande obra de Deus.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

6º DIA

Dizimar é honrar a Deus

“Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho.” Provérbios 3:9,10

O ato de dizimar é uma profunda expressão de honra a Deus. Honrar a Deus com nossos recursos é um ato de adoração que reconhece Ele como a fonte suprema de todas as bênçãos.

O conceito de honrar significa: atribuir grande valor, mérito e dignidade a algo ou alguém, reconhecendo sua importância e superioridade.

Quando entregamos o dízimo, estamos declarando a Deus e às pessoas o nosso reconhecimento de quem Ele é em nossa vida e a nossa confiança total em Sua provisão. É uma maneira de afirmar que tudo o que possuímos — a vida, a saúde, e os recursos — provém Dele. Por isso, devolvemos uma parte como um gesto de gratidão, fidelidade e honra.

A honra a Deus não se manifesta apenas em palavras, mas também em atitudes concretas. Se estamos alimentados, vivos e com saúde, é porque tudo nos foi concedido por Ele. O dízimo se torna, portanto, uma resposta visível à Sua bondade.

Motivos de oração: Oremos para que o Senhor seja verdadeiramente honrado em Sua Igreja e na vida de cada um de Seus filhos, e para que todos possam reconhecer a importância de dizimar e ofertar a Deus com um coração alegre e grato.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

7º DIA

Restauração em Neemias

“O povo de Israel, inclusive os levitas, deverão trazer ofertas de cereal, de vinho novo e de azeite aos depósitos onde se guardam os utensílios para o santuário. É ali que os sacerdotes ministram e que os porteiros e os cantores ficam. “Não negligenciaremos o templo de nosso Deus”.
Neemias 10:39

Após o exílio, o povo de Israel firmou um compromisso renovado com Deus. Eles haviam entendido que, durante o tempo em que deixaram de obedecer e contribuir para o templo, o culto e a fé enfraqueceram. Por isso, decidiram retomar a fidelidade, levando novamente os dízimos e as ofertas à casa do Senhor.

Dizimar é mais do que uma prática financeira — é um compromisso espiritual. É reconhecer que a obra de Deus precisa continuar e que nós somos parte ativa nisso. Assim como o povo nos dias de Neemias, somos chamados a cuidar da casa de Deus com zelo, fidelidade e amor.

Que nunca negligenciemos a casa do nosso Deus, mas sejamos cooperadores fiéis, sustentando com alegria o que pertence ao Senhor.

Motivos de oração: Ore para que o Senhor renove em você o compromisso de cuidar da Sua casa, sustentando a obra com fidelidade, gratidão e constância. Peça a Deus que faça de você um instrumento fiel no sustento do Seu Reino.

 

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

8º DIA

Casa do tesouro

“Todo o povo de Judá trouxe os dízimos dos cereais, do vinho novo e do azeite aos depósitos do templo.”
Neemias 13:12

Com o passar do tempo, o povo de Israel novamente se afastou dos compromissos assumidos com Deus. A negligência espiritual afetou a adoração, e até os levitas — responsáveis pelo serviço no templo — tiveram que abandonar suas funções para buscar sustento em outro lugar. Quando Neemias voltou e viu essa situação, ele restaurou a ordem, reorganizou o serviço do templo e o povo voltou a trazer os dízimos.

Muitas vezes, quando deixamos de ser fiéis, as “coisas de Deus” perdem espaço na nossa vida. Mas quando voltamos a praticar a fidelidade, tudo se alinha novamente. A casa de Deus se fortalece, e nossa comunhão com o Senhor é restaurada.

Deus deseja ver em nós corações comprometidos, que não apenas prometem, mas cumprem. A fidelidade no dar é uma expressão de maturidade e gratidão, que demonstra o quanto valorizamos a presença e a obra do Senhor.

Motivos de oração: Ore para que o Senhor restaure em você e em Sua Igreja o espírito de fidelidade. Peça a Deus que desperte corações dispostos a sustentar a Sua obra com constância, amor e gratidão, para que nada falte na casa do Senhor.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

9º DIA

Jesus confirma o dízimo

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.” Mateus 23:23

Jesus não anulou o dízimo, mas o colocou no seu devido lugar. Ele repreende os fariseus por focarem apenas na prática externa — o ato de dizimar — enquanto ignoravam princípios mais profundos, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

Ao dizer “sem omitir aquelas”, Jesus mostra que o dízimo continua importante, mas deve caminhar junto com um coração justo e compassivo.

Ele nos ensina que a verdadeira fé é completa: inclui tanto a obediência prática quanto o amor sincero. Não basta termos boa conduta e negligenciarmos o sustento da obra de Deus, nem dar ofertas enquanto vivemos de forma injusta. O Senhor deseja integridade, fidelidade e coerência.

Dizimar e ofertar também é uma forma de culto. Quando entregamos com alegria e gratidão, expressamos amor e reconhecimento a Deus por tudo o que Ele tem feito em nossa vida.

Motivos de oração: Ore para que o Senhor nos ajude a viver uma fé completa — justa, misericordiosa e fiel — e para que sejamos generosos com a Sua obra, ofertando e dizimando com um coração grato e sincero.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

10º DIA

O falso culto

“Vinde a Betel e transgredi; a Gilgal, e multiplicai as transgressões; e cada manhã trazei os vossos sacrifícios, e de três em três dias os vossos dízimos.” Amós 4:4

O profeta Amós denuncia um povo que mantinha as aparências religiosas, mas vivia distante de Deus. Eles traziam ofertas e dízimos, porém, com o coração vazio de arrependimento e sinceridade. A adoração havia se tornado um ritual sem vida, um culto apenas de aparência.

Deus não se agrada de gestos externos sem entrega verdadeira. Ele deseja o coração antes da oferta. O dízimo e as ofertas devem ser fruto de amor, reverência e reconhecimento de quem Deus é — e não um ato automático.
Antes de dar algo a Deus, precisamos oferecer o que Ele mais quer: um coração sincero, grato e obediente. O culto verdadeiro nasce da comunhão com o Senhor e se expressa em atitudes de fé e fidelidade.

Motivos de oração: Oremos para que o nosso coração seja sempre sincero diante de Deus. Que o Senhor purifique nossas intenções e nos ensine a ofertar com amor, verdade e adoração genuína.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

11º DIA

O dízimo do coração generoso

“Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente. […] Para que aprendas a temer o Senhor, teu Deus, por todos os dias.”
Deuteronômio 14:22-29

Deus ordenou ao povo de Israel que separasse o dízimo de suas colheitas e o utilizasse para promover comunhão, gratidão e cuidado pelos necessitados. O dízimo era mais do que uma contribuição — era uma celebração da bondade divina e uma oportunidade de expressar generosidade e temor a Deus.

Esse texto mostra que dizimar é um ato de adoração e também de solidariedade. O dízimo não apenas sustentava a obra do templo, mas também ajudava os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas. Deus sempre quis que Seu povo tivesse um coração sensível e generoso, lembrando-se de que tudo o que temos vem Dele.

Quando dizimamos com alegria e generosidade, estamos reconhecendo que somos apenas administradores do que pertence ao Senhor e participamos do cuidado com o próximo.

Motivos de oração: Oremos para que o Senhor nos ensine a ter um coração generoso e grato. Que nossas ofertas e dízimos sejam expressão de amor, fé e cuidado, refletindo o caráter do nosso Deus provedor.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

12º DIA

O dízimo tem lugar certo

“Então, para o lugar que o Senhor, o seu Deus, escolher como habitação do seu Nome, vocês levarão tudo o que eu lhes ordenar: holocaustos e sacrifícios, dízimos e dádivas especiais e tudo o que tiverem prometido em voto ao Senhor.“
Deuteronômio 12:11

Deus orientou o povo de Israel a levar seus dízimos e ofertas ao lugar que Ele escolheria, e não onde cada um achasse melhor. Isso ensinava duas verdades importantes: obediência e centralidade da adoração.

O dízimo não era apenas sobre quantidade, mas sobre direção — deveria ser entregue onde Deus determinava, mostrando que Ele é quem governa nossa vida e nossa devoção.

Hoje, o princípio permanece: entregamos nossos dízimos e ofertas na casa do Senhor, onde Ele nos planta, edifica e nos permite servir. Não damos de qualquer jeito, nem em qualquer lugar; damos onde Deus nos alimenta espiritualmente e onde nossa contribuição fortalece a obra.

Ao ofertarmos no lugar certo, reconhecemos que Deus estabelece ordem, propósito e destino. Nossa fidelidade move a obra adiante e honra ao Senhor que habita no meio do Seu povo.

Motivos de oração: Oremos para que sejamos fiéis em entregar nossos dízimos e ofertas no lugar onde Deus nos plantou. Que Ele nos dê um coração obediente, comprometido com Sua obra e sensível ao Seu propósito para a Sua Igreja.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

13º DIA

Generosidade que agrada a Deus

“Lembrem-se: aquele que semeia pouco também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama a quem dá com alegria.”
2 Coríntios 9:6-7

No Novo Testamento, Paulo nos ensina que Deus não olha apenas para o valor da oferta, mas para o coração do ofertante. A verdadeira generosidade nasce de uma decisão interna, voluntária e cheia de alegria — não por pressão, medo ou obrigação.

Semeamos na obra de Deus com fé, e Ele nos lembra que toda semeadura produz colheita. Mas a colheita maior não está apenas nos recursos, e sim no caráter moldado, na fé fortalecida e na alegria de participar daquilo que Deus está fazendo no mundo.

Dar com alegria é reconhecer que tudo o que temos vem de Deus e que Ele é digno de receber o melhor. Quando ofertamos de coração sincero, honramos ao Senhor e mostramos nossa confiança no Seu cuidado.

Motivos de oração: Oremos para que nosso coração seja moldado pela generosidade. Que possamos ofertar com alegria, voluntariamente e com gratidão, reconhecendo o privilégio de participar da obra de Deus.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

14º DIA

O fariseu e sua justiça própria

“Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.”
Lucas 18:12

O Fariseu era alguém cheio de regras: dizimava fielmente, jejuava, cumpria tudo. Mas seu coração? Estava inflado de orgulho. Ele transformou essas práticas de adoração em uma exibição pessoal e uma arma de comparação.

Essa justiça própria só sabe se exibir, buscar reconhecimento e se achar melhor que os outros. O problema é que Deus não se impressiona com esse show de religiosidade. Ele olha para dentro.

O Publicano, sem ter nada para mostrar, apenas pediu: “Misericórdia!” Ele foi aceito. O Fariseu, cheio de si, foi rejeitado.

Dar o dízimo, jejuar ou servir são atos importantíssimos que apoiam a obra de Deus! Eles são práticas valiosas somente quando fluem de gratidão e dependência humilde.

Mas quando essas mesmas práticas nos tornam soberbos (como aconteceu com o Fariseu), elas perdem o valor. Deus se agrada de um coração quebrado e humilde, e não do orgulho que se gaba do que faz.

Motivos de oração: Ore para que seu coração esteja livre da soberba espiritual. Peça a Deus que purifique suas intenções e que cada ato — ofertas, jejum, serviço — seja feito com humildade e gratidão, nunca como motivo de comparação.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

15º DIA

O dízimo como princípio eterno

E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão, pois ainda não tinha sido gerado quando Melquisedeque saiu ao encontro de Abraão.”
Hebreus 7:9-10

O autor de Hebreus nos mostra uma verdade profunda: o dízimo não começou na Lei de Moisés, mas muito antes dela. Quando Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque, o texto afirma que Levi — representante do sacerdócio e dos dízimos no futuro — ainda estava “nos lombos” de Abraão, ou seja, incluído em sua descendência. Isso revela que o dízimo é um princípio espiritual que atravessa gerações e alianças.

O ato de dizimar não depende apenas de um mandamento formal, mas de uma revelação de honra, reconhecimento e entrega ao Deus Altíssimo. Antes da lei, durante a lei e depois da lei, vemos o mesmo padrão: pessoas que amam a Deus expressam sua fidelidade entregando parte daquilo que Ele lhes deu.
Assim, o dízimo não é um fardo, mas um princípio eterno de honra. Ele nos lembra que tudo o que temos vem do Senhor e que somos chamados a colocá-Lo sempre em primeiro lugar.

Motivos de oração: Oremos para que nosso coração compreenda o dízimo como um princípio espiritual e não apenas como uma regra. Que possamos honrar a Deus com fidelidade, gratidão e entendimento.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

16º DIA

Sustento do ministério

Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.”
1 Coríntios 9:13-14

Paulo ensina que Deus estabeleceu um princípio espiritual e prático: aqueles que dedicam sua vida ao ministério devem ser sustentados pela própria obra. No Antigo Testamento, os levitas eram mantidos pelas ofertas e pelos dízimos do povo; no Novo Testamento, o mesmo princípio permanece, agora aplicado aos pastores e ministros que servem à igreja.

Contribuir não é apenas uma atitude de generosidade, mas um reconhecimento de que o ministério precisa de recursos para continuar. A fidelidade do povo de Deus mantém viva a pregação, o ensino, o discipulado e o cuidado espiritual. Quando somos fiéis, fortalecemos o avanço do evangelho e honramos aqueles que se dedicam integralmente a ele.

A obra de Deus continua quando cada um assume sua responsabilidade com alegria e entendimento.

Motivos de oração: Ore para que seu coração compreenda a importância de sustentar a obra de Deus. Peça ao Senhor um espírito fiel, generoso e consciente do impacto que sua contribuição tem no Reino.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

17º DIA

O Menino que Entregou Tudo

“Está aqui um rapaz com cinco pães e dois peixes…”
João 6:9-11

Quando Jesus quis alimentar a multidão, Ele poderia ter criado comida do nada. Mas escolheu usar o que um garoto tinha — e o garoto entregou tudo sem hesitar. Aquilo que parecia pouco nas mãos dele se tornou muito nas mãos de Jesus.

A grande lição não é sobre a quantidade, mas sobre o coração disposto. O menino confiou, entregou e viu o milagre acontecer. Assim é com a nossa vida, nossos recursos, nosso tempo e até nossos dízimos e ofertas: quando colocamos com fé nas mãos de Jesus, Ele faz muito mais do que imaginamos.
O pouco que entregamos pode abençoar muitos quando passa pelas mãos do Mestre.

Motivos de oração: Oremos para ter o coração desse garoto — simples, disposto e generoso. Que possamos entregar a Deus o que temos com fé, sem medo, confiando que Ele sempre multiplicará.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

18º DIA

O Maná: Deus Sempre Proverá

“Então disse o Senhor a Moisés: Farei chover pão do céu para vocês…”
Êxodo 16:4

Quando o povo de Israel estava no deserto, sem comida e sem saber o que fazer, Deus enviou o maná — pão do céu — todos os dias. Eles não precisavam acumular, nem guardar para amanhã. Cada dia tinha o seu próprio cuidado, seu próprio milagre.

O maná nos ensina que Deus sempre cuida dos Seus filhos. Às vezes não temos tudo o que queremos, mas sempre teremos o que precisamos. O problema é que, como os israelitas, muitas vezes queremos guardar, controlar e confiar nas nossas forças… mas Deus nos chama a confiar nEle diariamente.
Assim como o maná caía do céu, a provisão de Deus continua vindo. Ele é fiel para suprir cada necessidade, na hora certa e do jeito certo.

Motivos de oração: Oremos para confiar na provisão diária do Senhor. Que possamos descansar no cuidado dEle e crer que Ele sempre suprirá nossas necessidades.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

19º DIA

A Oferta que Tocou o Coração de Deus

Marcos 12:41-44
“Esta viúva pobre deu mais que todos os outros.”

Jesus observava as ofertas no templo quando viu uma viúva entregar apenas duas pequenas moedas. Humanamente, era pouco. Mas para Deus, foi muito. Ela não deu do que sobrava — ela deu tudo o que tinha. Sua oferta era pequena em valor, mas gigante em entrega, fé e confiança.

Essa história nos ensina que Deus não olha o tamanho da quantia, mas o tamanho do coração. Ele vê a sinceridade, a intenção e o sacrifício. Muitas pessoas davam grandes valores, mas sem entrega verdadeira. A viúva deu pouco, mas deu com todo o coração.

Quando ofertamos com amor, confiança e gratidão, tocamos o coração de Deus. Ele não quer quantidade — Ele quer verdade.

Motivos de oração: Oremos para ter um coração como o dessa viúva: simples, sincero e totalmente confiado em Deus. Que nossas ofertas expressem amor e não aparência.

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20º DIA

A Oferta de Quem Ama de Verdade

“Maria tomou um frasco de perfume caríssimo e derramou aos pés de Jesus.” João 12:1-8

Maria fez algo que chocou a todos: pegou um perfume caríssimo — que valia quase um ano de trabalho — e o derramou aos pés de Jesus. Para alguns, isso foi desperdício. Para ela, foi adoração.

A oferta de Maria nos ensina que quem ama não calcula. Ela não guardou o melhor para si, mas ofereceu a Jesus o que tinha de mais precioso. Sua atitude revelou entrega, honra e gratidão.

Assim como Maria, somos chamados a oferecer a Jesus não apenas coisas, mas o melhor de nós: tempo, recursos, adoração e coração. Uma oferta verdadeira é aquela que nasce do amor e não da obrigação.

Deus não busca quantidade, Ele busca qualidade — busca uma entrega sincera, que honra quem Ele é.

Motivos de oração: Oremos para ter um coração como o de Maria: disposto a entregar o melhor ao Senhor, sem medo, sem reservas e com amor verdadeiro.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

21º DIA

Um Coração Generoso Inspira Outros

“Barnabé vendeu um campo e trouxe o valor.” Atos 4:36–37

Barnabé decidiu vender um campo e entregar todo o valor aos apóstolos. Sua oferta não foi por obrigação, mas por amor à igreja e às pessoas. Seu gesto se tornou um exemplo de generosidade e encorajamento para toda a comunidade cristã.

A oferta de Barnabé mostra que a generosidade fortalece a obra de Deus e inspira outros a fazerem o mesmo. Quando ofertamos com sinceridade, promovemos unidade e cuidado dentro do corpo de Cristo.

Deus usa corações generosos para sustentar e edificar Sua igreja.

Motivos de oração: Oremos para ter um coração generoso como o de Barnabé. Que nossas ofertas sejam instrumentos de cuidado, unidade e crescimento da obra de Deus.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

22º DIA

A Oferta que Vem Antes da Provisão

“Assim diz o Senhor: a farinha não se acabará.” 1 Reis 17:8–16

A viúva de Sarepta tinha apenas um punhado de farinha e um pouco de azeite. Era o último pão para ela e seu filho. Mesmo assim, ela decidiu obedecer à palavra do Senhor e ofertar primeiro ao profeta. Humanamente, parecia loucura. Espiritualmente, foi fé.

Aquela mulher nos ensina que ofertar não é dar o que sobra, mas confiar que Deus é o nosso sustento. Quando ela entregou, Deus multiplicou. A farinha não acabou, o azeite não faltou e a casa foi suprida todos os dias.

Deus honra a fé que coloca o Reino em primeiro lugar. A oferta que nasce da confiança abre espaço para o milagre da provisão.

Motivos de oração: Oremos para confiar em Deus mesmo quando os recursos parecem poucos. Que aprendamos a colocar o Senhor em primeiro lugar, crendo que Ele é fiel para suprir todas as coisas.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

23º DIA

O Dízimo Reconhece a Autoridade de Deus

“Abraão deu o dízimo de tudo.” Hebreus 7:2

Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque de forma voluntária, reconhecendo que a vitória e a provisão vinham de Deus. Não foi por obrigação, mas por honra e fé.

Esse gesto nos ensina que o dízimo é uma declaração de que Deus é Senhor sobre tudo o que temos. Antes mesmo da Lei, Abraão já reconhecia a autoridade do Deus Altíssimo sobre sua vida e seus recursos.

Quando dizimamos com entendimento, afirmamos nossa confiança em Deus como fonte de toda provisão. O dízimo revela um coração que honra e se submete ao Senhor.

Motivos de oração: Oremos para entregar com fé e gratidão, reconhecendo que tudo o que temos vem de Deus.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

24º DIA

As Mulheres que Serviam a Jesus

“Elas o serviam com seus bens.” Lucas 8:3

Algumas mulheres acompanhavam Jesus e os discípulos, contribuindo financeiramente para o ministério. Mesmo sem destaque, elas sustentavam a obra de forma fiel.

Esse texto mostra que a obra de Deus sempre contou com pessoas generosas, dispostas a investir no Reino.

O dízimo e as ofertas continuam sendo instrumentos para que o evangelho avance.

Motivo de oração: Oremos para participar ativamente da obra do Senhor com alegria.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

25º DIA

A Oferta que Nasce do Arrependimento

“Dou metade dos meus bens aos pobres.” Lucas 19:8

Após se encontrar com Jesus, Zaqueu muda sua postura. Sua conversão se manifesta também na forma como ele lida com o dinheiro.

Esse texto nos ensina que um coração transformado reflete mudança nas finanças. A fidelidade e a generosidade são frutos de um encontro verdadeiro com Cristo.

A entrega confirma a transformação interior.

Motivo de oração: Oremos para que nossa fé gere mudanças práticas em nossa vida.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

26º DIA

Deus Ama Quem Dá com Liberdade

”Tudo que derem será aceitável, desde que o façam de boa vontade, de acordo com o que têm, e não com o que não têm.”
2 Coríntios 8:12

Deus nunca exigiu que Seu povo desse aquilo que não possui. O princípio bíblico do dar está ligado à liberdade, à disposição do coração e à responsabilidade pessoal. O Senhor olha para a intenção, não para a comparação.

Cada pessoa contribui conforme aquilo que Deus lhe confiou. Não há peso, culpa ou competição. O que agrada a Deus é um coração pronto, sincero e voluntário.

A oferta nasce no coração do ofertante, o dízimo é dez por cento de tudo, ou seja, Deus é justo. Não é sacrifício, é amor.

Motivo de oração: Ore para que seu coração seja livre ao ofertar. Que você nunca dê por constrangimento, mas com alegria, entendimento e gratidão ao Senhor.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

27º DIA

Fidelidade nas Pequenas Coisa

“Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito.”
Lucas 16:10

Jesus ensina que a fidelidade não começa nas grandes quantias, mas nas pequenas decisões. Deus observa como lidamos com aquilo que já temos em mãos.

Ser fiel no dízimo, nas ofertas e nos recursos que Deus nos confia revela maturidade espiritual. Antes de confiar grandes responsabilidades, o Senhor nos prova nas pequenas.

A fidelidade financeira é reflexo de um coração alinhado com Deus. Quem administra bem o pouco demonstra que pode ser confiável no muito.

Motivo de oração: Ore para que Deus te ajude a ser fiel em todas as áreas da sua vida, inclusive nas pequenas decisões diárias.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

28º DIA

A generosidade que transforma

“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma… Não havia entre eles necessitado algum.”
Atos 4:32-35

A igreja do início vivia uma unidade incrível. Eles tinham um só coração e dividiam tudo com alegria. Ninguém dizia: “isso é só meu”, porque todos entendiam que tudo vinha de Deus.

Por isso, quando alguém tinha necessidade, a própria igreja supria. A generosidade deles não era obrigação, era amor. Eles ajudavam porque se enxergavam como família.

Esse texto nos chama a viver da mesma forma: com um coração aberto, mão estendida e disposição para cuidar uns dos outros. Quando a igreja é generosa, Jesus aparece através de nós.

Motivos de oração: Oremos para viver com um só coração e sermos uma igreja generosa, que cuida, compartilha e não deixa ninguém passar necessidade.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

29º DIA

Quando Deus Está em Primeiro Lugar

“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus.”
Mateus 6:33

Jesus nos ensina que o Reino de Deus deve ocupar o primeiro lugar em nossa vida. Isso inclui nossas decisões, prioridades e também nossas finanças.
Quando colocamos Deus em primeiro lugar, aprendemos a confiar que Ele cuida de todas as outras áreas. O dízimo e as ofertas se tornam uma expressão dessa confiança.

Priorizar o Reino não gera falta — gera dependência e descanso em Deus.

Motivo de oração:  Oremos para colocar Deus em primeiro lugar em todas as áreas da nossa vida, confiando plenamente no Seu cuidado.

 

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

30º DIA

Davi Oferece com Sacrifício

“Não oferecerei ao Senhor algo que não me custe nada.”
2 Samuel 24:24

Davi se recusa a oferecer a Deus algo gratuito. Ele entende que a verdadeira oferta envolve entrega e valor.

Essa atitude revela que adoração não é conveniência, é sacrifício consciente.
Ofertar ao Senhor é reconhecer que Ele merece o melhor, não o que sobra.

Motivo de oração: Oremos para oferecer a Deus com sinceridade e sacrifício, valorizando a adoração verdadeira.

Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br

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