Vivemos em uma época em que ouvir alguém dizer “Deus falou comigo” tornou-se algo comum. Para alguns, essa frase desperta esperança; para outros, gera dúvidas. Afinal, como saber quando Deus realmente está falando? Como distinguir a voz do Senhor das nossas emoções, desejos ou pensamentos?
Este livro não foi escrito para desestimular quem crê que Deus continua falando. Pelo contrário. Creio plenamente que Deus continua se comunicando com Seu povo. O objetivo desta obra é mostrar que ouvir a voz de Deus exige algo indispensável: discernimento.
Ao longo destas páginas, caminharemos pelas Escrituras para compreender as diversas maneiras pelas quais Deus fala ao ser humano. Veremos o papel do Espírito Santo, a centralidade da Palavra de Deus, os sonhos, as visões, a profecia, a voz audível, a criação e até mesmo a atuação dos anjos. Em cada capítulo, procuraremos responder não apenas como Deus pode falar, mas também como avaliar corretamente aquilo que ouvimos.
Vivemos dias em que muitos correm atrás de experiências extraordinárias, enquanto negligenciam aquilo que Deus já revelou nas Escrituras. Outros, por medo dos excessos, acabam rejeitando toda manifestação sobrenatural. A Bíblia, porém, nos chama para um caminho de equilíbrio: não desprezar o agir de Deus, mas também examinar todas as coisas à luz da Sua Palavra.
Meu desejo é que este livro desperte em você uma fome maior pela Bíblia, uma vida de oração mais profunda e um relacionamento mais íntimo com o Espírito Santo. Mais do que procurar novas experiências, espero que você aprenda a conhecer melhor Aquele que fala.
Porque a maior prova de maturidade espiritual não é dizer que ouviu Deus, mas viver em obediência àquilo que Ele já revelou.
Aqui vão os subtitulos
Deus pode falar conosco pela Palavra, pelo Espírito Santo, na oração, por meio de pessoas, por circunstâncias, pela criação e também por sonhos e visões.
Tenho ouvido muito por aí uma expressão que tem me deixado bastante preocupado: “Deus falou comigo”. Deus fala, isso é verdade. Eu creio nisso e também tenho experiências com Deus. O meu problema não está no fato de Deus falar, mas na banalização dessa afirmação, na forma comum com que muitas pessoas tratam algo tão sério.
Já ouvi pessoas falarem de um jeito que parece até que bateram um papo com Deus, como se a pessoa perguntasse e Deus respondesse imediatamente. Será que é assim mesmo?
Não posso julgar quem fala dessa forma, pois não sei como é o relacionamento dessa pessoa com Deus. Mas posso — e devo — analisar à luz da Bíblia e, a partir dela, tirar conclusões que me levam a pensar que algo pode estar errado nessa maneira de comunicar-se.
Antes de tudo, quero deixar bem claro: acredito, sim, que Deus pode falar de forma audível; acredito em visões, sonhos e nas outras formas já citadas. Não sou incrédulo quanto a isso. Porém, ser cristão e viver pela fé não me torna ignorante nem cego. A própria Bíblia nos orienta a ter discernimento e cuidado.
“Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.”
1 João 4:1
Não é pecado duvidar do que alguém diz ter recebido de Deus. Pelo contrário, é prudente orar e buscar confirmação. Muitas pessoas têm medo de duvidar, mas a própria Bíblia nos ensina a não aceitar tudo de forma automática. Precisamos de comprovação.
Isso significa que, se alguém vier até mim trazendo uma profecia, devo buscar a Deus para saber se aquilo realmente vem d’Ele. E por quê?
Porque o ser humano pode confundir a voz de Deus com emoções ou pensamentos próprios. Nem todo pensamento intenso vem de Deus.
Aqui é uma mensagem de efeito