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Um jovem inconsequente

Um jovem inconsequente

Ele era apenas um jovem, cheio de sonhos, querendo ganhar o mundo, acreditando que sua vida seria marcada pelo sucesso. Pediu a sua parte da herança e saiu para viver de forma independente. Seu pai, muito triste, repartiu a herança.

O jovem foi embora e começou a viver a vida. Como não tinha experiência, achou que o dinheiro nunca iria acabar. Não se preocupou em investir, guardar ou negociar; apenas gastou. Fez festas com amigos, gastou com mulheres, e o dinheiro se acabou. Quando o dinheiro acabou, os amigos também se foram, e ele passou a ficar sozinho.

Agora precisava se alimentar, mas não tinha dinheiro. Então precisou arrumar um emprego. Como não tinha experiência em nada, conseguiu um trabalho muito ruim: passou a cuidar de porcos. Chegou a um nível tão difícil que desejava comer a comida dos porcos. No fundo do poço, o jovem teve um choque de realidade. Só depois de sofrer ao máximo conseguiu perceber a grande besteira que havia feito. Foram decisões impensadas e irresponsáveis. Ele achou que sabia tudo sobre a vida.

Na casa do pai havia segurança. Ele tinha tudo para aprender e se tornar um grande empreendedor, como o pai. Tinha alimento, carinho da família, respeito e um futuro promissor. Mas não deu a mínima para isso. Rejeitou tudo o que era bom em troca de uma aventura sem planejamento, sem calcular custos e benefícios. As decisões daquele jovem o levaram a consequências terríveis.

Então resolveu voltar para casa, desejando se reconciliar com o pai. Porém, em sua consciência, sabia que não merecia nem ser chamado de filho. Pensou em pedir apenas um emprego. Talvez o pai pudesse ajudá-lo. Ele era sua única esperança. Não havia mais soluções. Voltando para o pai, quem sabe ainda existiria esperança.

Ao se aproximar de casa, o pai o viu de longe e correu ao seu encontro. Quando o jovem começou a falar, mal teve tempo. O pai o abraçou, mandou trazer roupas novas, colocou um anel em seu dedo e fez uma festa para celebrar o seu retorno. Tudo o que o pai queria era ter o seu filho de volta.

O irmão mais velho, porém, não o aceitou. Não aprovou a atitude do pai. À primeira vista, seu pensamento até parece justo: como alguém pode voltar para casa depois de gastar tudo? Parece fácil procurar a família quando tudo vai mal, voltar quando tudo está perdido. Mas faltava amor pelo irmão, faltava compaixão.

Mesmo assim, o pai o recebeu. O filho voltou. Quando alguém se arrepende de todo o coração e retorna para casa, o Pai recebe.

Muitos hoje querem sair da casa do Pai. Muitos desejam abandonar o conforto, a segurança e os benefícios de estar em Sua presença. Muitos não estão calculando os prejuízos de viver longe da casa do Pai.

 A pergunta que fica é: será que vale a pena?

Deus abençoe a sua vida!

Claudio H. C. Duarte
Narrativa nº 04 – Janeiro/2026

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