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Será que os cristãos estão preocupados com isso? Jesus ordenou: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Mateus 28.19-20.
Fazer discípulos não é o mesmo que evangelizar alguém, não se trata de apenas uma divulgação do evangelho, também não é simplesmente levar a pessoa para a igreja e deixá-la aprendendo, é muito mais que isso, muito mais profundo, fazer discípulo é andar lado a lado, viver com a pessoa, é ser um referencial na vida dela. É uma ordem de Jesus, precisamos cumprir essa ordem, só teremos crentes fortes na presença de Deus se cumprirmos esse importante papel.
1 - Você já pensou em morrer?
Você já pensou em morrer?
É estranho pensar nisso. Esse assunto não é muito confortável; ninguém gosta de falar sobre morte. Porém, a morte de que estamos falando não é a morte física. Há muitas coisas em nós que precisam morrer, pois nossa natureza humana é cheia de tradições e costumes ruins que precisam ser tratados e melhorados para que possamos ser pessoas mais excelentes. Na verdade, muitas coisas em nós precisam ser reconstruídas. Nossa vida é um aprendizado; estamos o tempo todo aprendendo. Se formos sensíveis às mudanças, podemos ser cada vez melhores. Então, matamos as coisas ruins e trazemos vida às coisas boas que vão despertando dentro de nós até alcançarmos uma maturidade espiritual, um nível de relacionamento com Deus mais profundo e íntimo. Precisamos ser discípulos de Cristo, e isso implica em sermos mais parecidos com Ele. Precisamos discipular pessoas e ajudá-las a serem também mais parecidas com Ele. Isso só é possível matando a nossa natureza humana.
Nossa proposta é uma série de lições que vão nos ajudar a discipular e ser discipulados. Estamos começando hoje. Que você possa nos acompanhar e juntos possamos conhecer e prosseguir em conhecer a Cristo. Então, está pronto para morrer?
“Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” João 12.24
Será que os cristãos estão preocupados com isso? Jesus ordenou: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” Mateus 28.19-20. Fazer discípulos não é o mesmo que evangelizar alguém. Não se trata apenas de uma divulgação do evangelho; também não é simplesmente levar a pessoa para a igreja e deixá-la aprendendo. É muito mais que isso, muito mais profundo. Fazer discípulo é andar lado a lado, viver com a pessoa, é ser um referencial na vida dela. Fazer discípulo é uma ordem de Jesus. Precisamos cumprir essa ordem. Só teremos crentes fortes na presença de Deus se cumprirmos esse importante papel.
Ser discípulo implica em entender o reino de Deus e o propósito para o qual fomos chamados. Precisamos compreender que cada discípulo precisa ser formado, forjado, preparado para fazer outro discípulo, e isso implica em morte de si mesmo, renunciar às coisas que nos agradam para fazer a vontade de Deus. Isso é morrer para o mundo e viver para Cristo. Ser discípulo implica em relacionamento. Cristo nos chamou para fazer parte de um corpo; esse corpo é o corpo de Cristo. Não há como viver nele sem relacionamento. Por isso, é necessário compartilhamento, um ensinando ao outro. Quando entendemos o significado dessas coisas, é hora de começar a fazer discípulos e fazê-los para Cristo.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
2 - A formação de um discípulo
A formação de um discípulo
Jesus ordenou: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Mateus 28.19-20
O que é ser discípulo? Segundo o dicionário Aurélio, discípulo é: Quem recebe disciplina ou instrução de outra pessoa; aluno. Quem segue as ideias ou imita os exemplos de outro; pessoa que adota uma doutrina, filosofia, ideal: Aquele que dá continuidade ao trabalho de outra pessoa.
Jesus se preocupou em fazer discípulos
Jesus, em sua caminhada na Terra, cumprindo o seu ministério, ensinou as multidões, foram aproximadamente três anos de dedicação ao ensino, ensinando tudo que era necessário. Ele ensinou muitas coisas, porém, dedicou-se mais a um grupo reduzido de pessoas. Existiam sempre pessoas ao seu redor, porém, a sua principal meta era ensinar doze pessoas, essas pessoas seriam o futuro da igreja dele, elas estavam mais perto, eram mais íntimas, aprendiam mais do que os outros, conheciam mais a Jesus do que os outros. Assim, Jesus fez seus discípulos, os fortaleceu e preparou para tudo que iria acontecer e, assim, ao longo dos tempos foi acontecendo, pessoas fazendo discípulos para Cristo. Porém, percebemos que nem todos os que estão na igreja pensam dessa forma, muitos nem se preocupam com os outros, vivem sua vida normalmente, frequentam os cultos, vão para suas casas e a vida segue normal. Até evangelizam, falam de Jesus para as pessoas, mas não se preocupam em ensinar, caminhar junto, dedicar-se a essa pessoa para que ela cresça no reino de Deus. Há muitos casos de pessoas que chamam outras para a igreja e, depois disso, a pessoa convidada fica na igreja sozinha, tendo que sobreviver como nova convertida, sem conhecimento nenhum e, por aí, muitas não permanecem na igreja, porque não foram cuidadas.
Fazer discípulos é uma ordem
A ordem de Jesus é fazer discípulos e fazer discípulos exige dedicação, preocupação, ensinamento, dar exemplo, caminhar junto. Dá trabalho, porém, um discípulo bem formado dificilmente sairá da igreja por qualquer motivo. Veja um trecho do versículo: “ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.” É necessário passar os ensinamentos de Jesus, sabemos que a pessoa vai participar dos cultos, escolas bíblicas, vai ter acesso a pessoas da igreja, mas isso não é suficiente, é necessário ter alguém ao lado, as pessoas precisam de Jesus, mas também precisam de um ser humano ao lado delas. Quando fazemos assim, essa pessoa vai aprender e também vai fazer discípulos.
Sua forma de ver as pessoas deve mudar
Agora você precisa olhar as pessoas de maneira diferente, precisa começar a discipular alguém. Existem pessoas que estão dentro da igreja e precisam ser discipuladas, como também os que estão fora da igreja. Essa pessoa, na qual você irá discipular, não precisa saber que você está discipulando, basta você começar um relacionamento com ela, com o objetivo de fazer dela um discípulo para Cristo. O discípulo não vai se parecer com você, o objetivo é que ele se pareça com Cristo.
Pense: Sou eu um discípulo de Cristo?
Precisamos o tempo todo ser discipulados e fazer discípulos, portanto, peça ao Senhor em oração uma pessoa para que você possa começar a discipular, mas peça que Ele mesmo te mostre. Você vai acompanhar essa pessoa, conhecer, orar por ela, ajudar e ensinar. Você pode até ter mais de uma pessoa, mas certamente, não vai dar conta de muitas pessoas. A princípio, comece com essa visão e cumpra a ordem de Jesus, você vai ver como é bom e como você vai crescer com esse relacionamento. Peça também a Deus uma pessoa de confiança que tenha um bom testemunho, que seja de Deus, para te ajudar nessa caminhada, alguém que tenha condições de andar contigo e te aconselhar. Não ande sozinho, todos precisamos uns dos outros.
Agora pense comigo, como deve ser difícil para uma pessoa que não conhece a Deus, tente imaginar o que essa pessoa passa quando está com problemas. Nós, quando temos problemas e oramos, pedimos ajuda à igreja, pedimos a algum irmão e Deus sempre vem ao nosso socorro, pedimos porque conhecemos a Deus. Mas imagine uma pessoa que não conhece, como é difícil. Talvez você conheça alguém assim, que só precisa de uma amizade sincera, alguém para conversar, esse alguém pode ser você. Então prepare-se, Deus quer te usar para alcançar outras pessoas.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
3 - Morte de si mesmo
Morte de si mesmo
“Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” João 12.24.
Para dar frutos, precisamos morrer; essa morte é de si mesmo. Precisamos matar o velho homem e o velho estilo de vida, aquele que só se importa consigo mesmo, que olha para o outro e só vê coisas ruins, não se importa com ninguém, tem dificuldade de se relacionar e de amar. Há pessoas que não se relacionam por medo de serem magoadas; muitas delas vão somente para os cultos e têm um ciclo bem resumido de amizades. Porém, o que Jesus ensina é totalmente contrário a isso: precisamos amar as pessoas, independentemente de receber algo em troca. Amar quem nos ama é muito fácil, mas o grande desafio é amar quem não nos ama. Muitos sentimentos precisam morrer; agora Cristo vive em nós. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Gálatas, diz: ‘Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.’ (Gálatas 2.20). Percebemos aqui que Jesus morreu por nós, se entregou por muitos que o iriam ignorar, muitos que não queriam saber nem sequer ouvir o seu nome. Quando Jesus se entrega na cruz, ele se entrega por toda a humanidade, não somente por quem o amou, mas para todos. Não mais vivemos para nós; agora Cristo vive em nós. Se Cristo vive em nós, precisamos viver de acordo com a sua vontade, procurar parecer-nos com Ele, copiar suas atitudes e viver como Ele viveu.
Estamos preocupados com a administração da igreja, liderança e pessoas, esquecendo que a igreja é formada por pessoas. Elas são cheias de qualidades e defeitos, estão crescendo na fé e conhecendo a Cristo, vivendo um processo, e cada uma está em um estágio diferente. Cada pessoa tem seu ritmo, e somente Deus sabe o quanto cada uma cresce dia a dia. Você pode ter alcançado, da parte de Deus, um entendimento maior do que seu irmão em alguma área de sua vida, mas também tem deficiências em outras áreas. Assim somos todos nós.
Deus permite certos acontecimentos na igreja porque precisamos crescer juntos, aprender uns com os outros e exercitar nossa fé. O grande problema é que achamos que somos melhores que os outros, julgamos as pessoas pela aparência, ao invés de estender a mão para ajudar e tentar entender cada um. Fazemos diferente: ignoramos e criticamos. Será mesmo que somos melhores que os outros? Precisamos morrer para o egoísmo, para a soberba e para sentimentos que nos levam à exaltação pessoal. Precisamos olhar bem para o nosso espelho e refletir bastante em nós mesmos. Não se preocupe, Ele é o dono da igreja e ninguém melhor do que Ele sabe como administrar sua igreja. Só Ele conhece o coração de cada um, pois Ele habita dentro de cada um, só Ele é capaz de modificar as pessoas. Às vezes somos como crianças, não entendemos quase nada; crianças são imaturas e ainda não sabem lidar com a vida, precisam aprender muito. Paulo, escrevendo aos Coríntios, diz: “Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?” 1 Coríntios 3:2-3.
Não podemos mais nos comportar dessa forma. Quando é que vamos crescer? Por isso, como discípulos maduros, precisamos encarar os problemas da igreja e das pessoas com outro olhar. A melhor maneira de fazer isso é observando o que Deus está fazendo. Dessa forma, vamos entender muita coisa. Devemos parar um pouco para refletir, ficar em silêncio, vendo e ouvindo, pois Deus sempre tem algo para nos ensinar.
Precisamos permitir que Cristo modifique os nossos corações, matar o velho homem para que Ele viva em nós. A partir daí, começaremos a gerar frutos, porque só através da morte do meu eu consigo gerar novos frutos.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
4 - Relacionamentos
Relacionamentos
É muito comum os crentes convidarem pessoas para suas igrejas. Isso não é ruim; no entanto, não é o primeiro passo. Precisamos primeiro conquistar as pessoas, e para isso, iniciamos com amizade. Através dessa amizade, a pessoa descobre que somos discípulos de Cristo. Esse processo acontece de maneira inconsciente e não é rápido. Deve ser construído na base da confiança e do exemplo. À medida que o relacionamento se estreita, a pessoa que está sendo discipulada começa a confiar em nós. Ela enxerga algo diferente em nós, algo que vem de Deus. Quando o relacionamento é assim, geralmente a pessoa pergunta: “Onde é a sua igreja?” Ela deseja frequentar o lugar onde vivemos e buscar o que buscamos. Fazer discípulos dá trabalho, mas é recompensador. Podemos acompanhar o crescimento na vida da pessoa e vê-la consolidada na fé, pronta para enfrentar as dificuldades da vida.
Outro erro muito cometido acontece depois que a pessoa aceita a Cristo. Ela começa a frequentar a igreja, fica um pouco mais firme. Aí pensamos que ela está pronta para viver sozinha dentro da igreja. Muitos a deixam sozinha e passam a não se importar mais com ela, entregando-a à igreja para que cuide dela. Por esse motivo, é comum ver pessoas saindo da igreja. O discipulado não termina quando aceitamos a Cristo; ainda há muito a se fazer. É preciso continuar o trabalho. À medida que a pessoa vai conhecendo a igreja, percebe que nem tudo é perfeito e que os crentes também são falhos. Isso pode frustrá-la. Portanto, nosso trabalho deve ser contínuo, estando ao lado dela. Podemos aconselhar e mostrar que todos nós temos dificuldades, mas estamos todos querendo servir a Cristo, com fé e caminhando na direção certa.
Não podemos determinar o tempo do discipulado. Não se faz um planejamento de 6 meses ou um ano. Cada pessoa é de um jeito. Existem pessoas que aceitam o evangelho e logo crescem, começam a entender tudo e também a fazer discípulos. Mas mesmo essas pessoas ainda precisam de cuidado. Há também aquelas que precisam ser discipuladas por muitos anos. Aos poucos, convivendo, saberemos se ela está pronta para caminhar sozinha ou se ainda falta um pouco. É importante ficar bem atento e não largar a pessoa sozinha na igreja. A tarefa de cuidar dela ainda é nossa. Vamos contar com o apoio de pessoas em quem confiamos e com a parte da igreja que pode ajudar nessa caminhada. Porém, não podemos tirar os olhos dela até que esteja bem firme.
Voltemos à ordem de Jesus em Mateus 28.19: “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Neste versículo, encontramos a ordem de fazer, batizar e ensinar a guardar todas as coisas que aprendemos. Às vezes, pensamos que esse ensino se limita à escola bíblica e às pregações. No entanto, muitas coisas são aprendidas no particular, no dia a dia, por meio de perguntas feitas a alguém que está mais próximo. O problema é que queremos transferir essa responsabilidade para outros quando a ordem foi dada a todos os discípulos de Jesus. A ordem é fazer discípulos, e precisamos entender que isso é nossa responsabilidade. Que possamos assumir esse compromisso e nos dedicar a essa obra. Tenho certeza de que não há nada mais lindo do que ver o crescimento espiritual de uma pessoa. É a melhor obra que podemos realizar no evangelho.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
5 - Todo discípulo precisa ser discípulo
Todo discípulo precisa ser discípulo
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos.” João 8:31
Existe uma condição para ser discípulo de Jesus. Essa condição exige um viver permanente na Palavra de Deus. Para ser discípulo, precisamos viver de acordo com a Palavra. O discípulo de Cristo precisa ter a vida pautada e baseada na Palavra de Deus; precisamos, de fato, nos preocupar com isso. Jesus preparou os doze discípulos para serem seus representantes aqui na terra. Ele iria subir para o Pai e precisava de pessoas aqui trabalhando pelo evangelho, salvando vidas e fazendo discípulos em seu nome. Essas pessoas precisavam ser fiéis aos ensinamentos de Jesus e ter uma vida irrepreensível. Jesus sabia que elas não estariam livres do pecado e que não seriam perfeitas, mas precisavam buscar continuamente, a cada dia, ser mais parecidas com Cristo. As pessoas precisam enxergar Cristo em nós. Não há como fazer discípulos se nós não formos submissos a Cristo e às suas vontades. Se não parecermos com Ele, faremos discípulos para qualquer outra pessoa, mas não para Cristo.
Ser discípulo não é mostrar que somos mais santos que os outros, não é ser superior e nem ser mais espiritual. Há pessoas que fazem questão de mostrar que são mais santas, e isso cria barreiras nos relacionamentos. Jesus, quando estava aqui na terra, ensinou aos seus discípulos a terem muito amor e compaixão. Ele teve muita paciência com eles, mostrou que precisamos ser humildes, olhar a necessidade do próximo, sentir a dor do outro e estender as mãos.
Para ser discípulo de Cristo, precisamos nos entregar. Jesus, certa vez, disse: “E, chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.” Lucas 9:23-24. A primeira questão é: se alguém quiser? É uma pergunta. Essa pergunta deve estar em nosso pensamento: será que eu quero ser discípulo Dele? Para ser seu discípulo, devemos negar-nos a nós mesmos. Precisamos deixar de lado nossas manias e tudo aquilo que em nós não serve e não agrada a Deus. Queremos ser discípulos de Cristo, mas não queremos mudar. Estamos tentando associar o mundo com o evangelho, e isso é impossível. Nunca a igreja pareceu tanto com o mundo como nos dias de hoje. Isso não é negar-se a si mesmo. Precisamos fazer o que agrada ao nosso Deus. É necessário fazer aquilo que a Bíblia nos chama a atenção para fazer e não nossas vontades. Será mesmo que estamos dispostos a negar-nos?
O segundo passo é tomar a cruz. A cruz é justamente morrer pelo evangelho; são nossas dificuldades de servir a Cristo. Essa cruz tem que ser tomada a cada dia. É uma luta diária com a nossa carne. A cruz foi feita sob medida para cada um de nós. Não existe a desculpa de que ela está pesada demais. Deus não é injusto para pôr um peso que não podemos suportar.
Depois de ter feito isto, podemos seguir a Cristo. Precisamos aprender a ser submissos ao evangelho de Cristo. Caso contrário, de forma nenhuma seremos seus discípulos. Ser discípulo é lutar constantemente com nossas próprias vontades e procurar de toda forma agradar ao nosso mestre Jesus.
Servimos a Cristo muito bem enquanto não temos dificuldades, mas, quando passamos por momentos difíceis, logo começamos a reclamar e não aceitamos as provações e dificuldades que surgem ao nosso redor. Dizemos que estamos dispostos a seguir a Cristo, mas não queremos suportar as tribulações da vida. Hoje muitos estão pensando que o evangelho é para viver bem e ter bênçãos materiais, parar de sofrer e ter vida próspera. Não tem problema prosperar e ser abençoado, mas vamos encontrar muitas dificuldades no caminho, e essas dificuldades são normais para quem segue a Cristo. Ele deixou muito claro para nós em João 16:33: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Ele venceu. Por esse motivo, por Ele ter vencido, nós temos paz. Essa paz só temos nele. Temos aflições também, mas não podemos ficar desanimados, pois Cristo venceu. Ele venceu por nós, para nos dar esperança de vida eterna, para nos salvar deste mundo.
Precisamos olhar para Jesus, ver suas atitudes e então fazer o máximo para nos parecer com Ele. Que possamos ler os evangelhos buscando moldar nossa vida de modo que sejamos discípulos de Cristo.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
6 - Discípulo faz discípulos
Discípulo faz discípulos
A ordem de Jesus é bem clara: ‘Ide, fazei discípulos…’ Se eu sou discípulo, preciso fazer discípulos. Se a igreja de Cristo tivesse isso em mente e as pessoas parassem de pensar somente em si mesmas, cuidando mais uns dos outros, certamente o crescimento do evangelho seria muito maior. No entanto, poucos pensam assim; muitos acreditam que pregar é suficiente, mas poucos realmente fazem discípulos.
Vivemos em uma rotina de igreja onde participamos apenas de cultos e achamos que visitar pessoas, cuidar e ensinar é missão exclusiva do pastor. Muitas vezes, criticamos e dizemos: ‘A igreja não faz nada, por isso não cresce; essa liderança não evangeliza.’ No entanto, fica uma pergunta: A ordem de Jesus é para quem? Certamente é para cada um de nós individualmente.
Vamos imaginar que, durante um ano, cada crente se dedicasse ao cuidado de pelo menos uma pessoa. Essa pessoa que é cuidada não sairia da igreja com facilidade, pois estaria sendo acompanhada e cuidada. Agora, vamos imaginar cada crente fazendo o mesmo trabalho, cuidando de outros. Essa igreja cresceria 100%, com qualidade, e nossas congregações estariam cheias de crentes, sem parar de crescer.
O problema é que estamos acomodados, frequentando apenas os cultos, buscando bênçãos somente para nós mesmos. Muitas vezes, só pensamos em eventos. Quando um evento é um sucesso e a igreja está cheia, nos alegramos. No entanto, depois que o evento acaba, esquecemos daqueles visitantes. Muitas vezes, essas pessoas são esquecidas, e aguardamos o próximo evento, na esperança de que elas apareçam novamente e Jesus as alcance.
Pessoas precisam de pessoas. Sabemos que todos nós precisamos de Jesus, que Ele é a razão do nosso viver, é tudo para nós. Quando as pessoas chegam à igreja, além do toque do Espírito Santo, o que desejam é que alguém se aproxime e as ajude. Deus certamente fará a Sua parte; Ele abraçará e encherá o coração delas, devolvendo a vida e tudo o que precisam para se reanimar. No entanto, as pessoas também precisam de outros seres humanos ao seu lado para continuarem a caminhada. Se não fosse assim, Jesus não nos teria dado essa ordem.
Aprendemos com Jesus, mas muitas vezes paramos por aí. Esquecemos nossa missão e acabamos vivendo nossa própria vida. Precisamos cuidar uns dos outros. Jesus está nos ensinando o tempo todo. Ele prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Ele não vai parar de investir em nós. Se somos discípulos e aprendemos com Ele, temos a obrigação de fazer o mesmo pelos outros. A igreja de Cristo precisa viver o amor de maneira mais intensa, olhar mais para o próximo, ajudar mais e se envolver mais. Precisamos chorar com os que choram. É assim que o corpo de Cristo funciona. Sem essas atitudes, não estamos fazendo a vontade de Deus. Precisamos estar atentos a isso.
Tenha cuidado! Não há condições de sair por aí fazendo muitos discípulos, você não vai conseguir cuidar de muito gente, não tem como fazer dessa forma, comece com uma pessoa, não é que você vai somente cuidar de um e se aparecer outro você vai rejeitar, mas a princípio, mantenha o foco maior numa pessoa e depois você vai desenvolvendo aos poucos e trabalhando com outras, porém, tenha sempre em mente que ninguém consegue cuidar de muitas pessoas. Grande multidão seguia a Jesus porém seu foco maior eram os doze discípulos, esses ele ensinava mais, andava o maior tempo com eles, tinha uma dedicação maior com eles. Certamente doze pessoas para você é muita gente, temos a nossa vida e nossa família, o importante é primeiramente você começar, depois que você pegar o jeito as coisas vão fluindo.
Talvez você esteja preocupado em como fazer isso, te dou uma dica, estude a vida de Jesus, o que ele fez, como tratou as pessoas, leia os evangelhos, lá você vai encontrar a forma correta de como cuidar das pessoas, leia pedindo a Deus essa visão, ele certamente lhe dará entendimento através da Palavra de Deus, ele vai dá palavras para você falar nos momentos difíceis. Busque também livros que ensinem sobre aconselhamento, procure aperfeiçoar esse ministério em você, você verá que é muito bom quando investimos em alguém, é um trabalho fantástico, dá trabalho, porém os resultados são muito satisfatórios.
Que possamos ter a consciência de que o chamado é para cada um de nós, não apenas para o pastor ou a liderança da igreja, mas individualmente. Você tem alguém para ajudar na caminhada? Saiba de uma coisa: alguém precisa de você. Se você ainda não tem alguém, peça a Deus, e Ele apresentará alguém para que você possa cuidar.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
7 - Fazendo discípulos para Cristo
Fazendo discípulos para Cristo
“A quem anunciamos, advertindo a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.” Colossenses 1:28
É muito comum ver alguém seguir outra pessoa e ficar dependente dela. Se essa pessoa sai de uma igreja para outra, muitas vezes leva consigo um grupo de seguidores. Isso acontece porque algumas pessoas fazem discípulos para si mesmas, em vez de para Cristo. Embora existam diversas situações que possam levar a esse comportamento, é importante lembrar que, em muitos casos, as pessoas estão mais apegadas umas às outras do que à obra de Deus e a Cristo. Parece que estamos criando cópias de nós mesmos, quando na verdade deveríamos estar formando discípulos à imagem de Cristo.
Outra situação comum é quando alguém prende uma pessoa e não a deixa seguir seu próprio ministério. Sabemos que é difícil se distanciar de alguém com quem temos afinidade, mas quando Deus chama alguém, é necessário seguir esse chamado, mesmo que signifique se afastar de nós. Precisamos entender que os discípulos que ajudamos a formar não são para nós, mas para Cristo. Se pertencem a Ele, então é Ele quem os guia.
Uma coisa é certa: a pessoa que aprendeu conosco não esquecerá nossos ensinamentos. Sempre poderemos manter contato com ela, compartilhar orações e aconselhamentos. Não há nada mais gratificante do que ver essas pessoas crescerem e investirem em seus próprios ministérios. É assim que deve ser para a continuidade do trabalho do reino de Deus, e é assim que devemos agir. Deus certamente cuidará de todas as coisas.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
8 - Cuidados com conselhos
Cuidados com conselhos
“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” Gálatas 6:1,2
Somos especialistas em dar conselhos; parece até que entendemos tudo sobre os outros. É muito fácil para nós resolver a situação alheia, mas o problema é que não conseguimos resolver a nossa própria situação. Se fôssemos tão bons assim, não teríamos problemas. É necessário olhar para nós mesmos. Paulo, escrevendo aos Gálatas, recomenda: quando formos surpreendidos com os pecados dos outros, não devemos julgar nem ser agressivos em palavras, como se fôssemos santos demais. Pelo contrário, devemos ser mansos e cuidadosos no que dizemos, pois nós mesmos também podemos ser tentados e cair em pecado. Afinal, somos todos humanos, e em algum momento da vida, todos temos falhas.
Se julgarmos nossos irmãos e nos colocarmos em uma posição superior a eles, podemos ser surpreendidos por nossas próprias fraquezas e passar vergonha. Não adianta querer ser superior ou pensar que somos mais espirituais que os outros. Todos nós dependemos da graça e misericórdia do Senhor. Gosto muito de uma música que diz: “As mãos que você ajuda hoje a levantar vão aprender a amar e, um dia, levantar alguém que pode até mesmo ser você.” Essa música é cantada por Sérgio Lopes.
Precisamos olhar com compaixão e empatia, medir nossas palavras e sentir a dor do outro. O discipulado não é fácil; às vezes, estamos discipulando alguém e parece que está tudo bem. Essa pessoa cai em pecado novamente, mas depois se levanta, fica de pé e parece que está tudo bem. No entanto, ela cai novamente. É assim mesmo, e não podemos desistir. Essa pessoa precisa encontrar em nós um abrigo, um refúgio. Claro que ela precisa de conselhos e de ouvir a verdade, que é a Palavra de Deus. No entanto, isso deve ser feito com muita sabedoria. Para lidar com essa situação, precisamos pedir a orientação de Deus.
Talvez essa pessoa só precise de um abraço ou de se sentir amada por alguém. Isso já pode dar forças a ela para continuar. O aconselhamento bíblico é baseado na misericórdia, e devemos levar as cargas uns dos outros. Nem todo discípulo nos dará alegrias; alguns nos darão trabalho, muito trabalho. No entanto, essa pessoa precisa adquirir confiança em nós. Quando ela entende que pode confiar, o trabalho fica mais fácil. Isso só se adquire com intimidade e compaixão, dividindo as cargas uns com os outros.
Quando percebemos que também precisamos dividir a carga com alguém, nosso olhar muda. Não é mais um olhar de condenação, mas um olhar de cuidado e carinho. É o olhar de Jesus quando olhou para a mulher adúltera e disse: “Eu também não te condeno; vai e não peques mais.” Jesus demonstrou seu grande amor por ela. Palavras malditas podem prejudicar ainda mais a situação da pessoa que precisa de ajuda. Expressões de julgamento podem fazer com que ela não se levante e nem tenha coragem de prosseguir.
É bom ouvir mais um pouco, tentar entender o que ela está falando. Sejamos mais ouvintes. Enquanto estamos ouvindo, vamos refletindo e orando, suplicando a Deus por sabedoria. Deixemos a pessoa falar tudo o que precisa; não devemos interromper. Ela precisa desabafar, e isso é necessário. Devemos ter cuidado com as perguntas, não sendo indiscretos, inconvenientes ou insistentes. Se ela não quer falar, deixemos para outro momento.
Que o Senhor Jesus nos ajude a medir nossas palavras e a refrear nossa língua, para que só saia de nossa boca aquilo que provém dele. Que Ele nos ajude a ser mais ouvintes e a falar aquilo que é Dele, nunca de nós mesmos.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
9 - Guarda o teu coração
Guarda o teu coração
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Provérbios 4:23
É necessário se cuidar. Muitas vezes, nós que fazemos discípulos damos tanta importância aos outros que esquecemos de nós mesmos. Outra coisa que acontece muito é absorver os problemas dos outros. Precisamos tomar cuidado com essas coisas.
Quando não cuidamos de nós, não somos aptos para cuidar dos outros. É necessário parar e refletir um pouco; nos envolvemos tanto que absorvemos problemas que não são nossos. Precisamos entender que não vamos conseguir resolver tudo na vida da pessoa que estamos discipulando.
Não podemos também ficar frustrados quando as pessoas não aceitarem ser discipuladas por nós. Isso não significa que ela está chateada ou não gosta de nós. Há pessoas que simplesmente não querem mais ser aconselhadas, não aceitam os nossos conselhos nem nos ouvem mais. Elas querem seguir suas próprias vontades, decidiram isso em seu coração, e ninguém pode fazer nada.
Na grande vontade de fazer essa pessoa permanecer firme com Deus, insistimos tanto a ponto de perdê-la totalmente. Precisamos ter a consciência de que nem todos vão permanecer. Afinal, depende de cada um e não de nós; não podemos tomar decisões que o outro precisa tomar. Também não podemos ficar sofrendo como se fôssemos culpados por não ter feito um discipulado eficaz. É preciso deixar a pessoa por um tempo; talvez ela retorne mais tarde ou não. Porém, essa decisão não cabe a nós.
Pode acontecer também de a pessoa escolher outra para ser discipulada. Não podemos ter ciúmes ou ficar tristes por causa disso. O fato é que nos apegamos tanto que achamos que aquela pessoa precisa seguir nossos conselhos e sempre nos procurar. Lembre-se, fazemos discípulos para Cristo e não para nós. Se ela escolheu outra pessoa, deixe-a caminhar; se ela não quer mais, deixe-a tomar suas próprias decisões. Nem sempre é bom insistir.
Provérbios 4:23 nos recomenda: “Guarde o seu coração.” É necessário ter um coração sarado. Não podemos ficar frustrados e tristes por não conseguir algo que não depende de nós. Precisamos parar um pouco, conversar com Deus e ver o que Ele tem para nós. A única coisa que nos resta é orar pela pessoa.
Também não vamos conseguir cuidar de muitas pessoas e dar atenção a muita gente. Não dá para discipular muitos ao mesmo tempo. Se isso acontecer, nosso discipulado não será eficaz e vamos nos sacrificar muito com poucos resultados. Precisamos orar pedindo direcionamento a Deus sobre o que temos que fazer e a quem podemos ajudar. Deus certamente vai nos dar o melhor caminho.
Por isso, não fique frustrado. As pessoas são responsáveis por suas próprias atitudes. Não leve nos seus ombros além do que Deus lhe pediu para levar. Vamos lembrar de como Jesus fez após um ensinamento pesado para a multidão. Todos foram embora, não conseguiram resistir ao discurso. Então, ele perguntou aos seus discípulos: “Vocês também não querem ir?” Os discípulos não quiseram ir, mas uma multidão foi embora (João 6:67). E Judas? Andou com Jesus até o fim, mas não seguiu os conselhos dele. Pelo contrário, o entregou para ser crucificado. Jesus, porém, permaneceu na mesma posição; foi Judas que escolheu outro caminho. Jesus não podia fazer nada por ele, pois ele tinha livre-arbítrio.
Lembro-me de ter discipulado e investido muito em uma pessoa. Essa pessoa, envolvida com as coisas do mundo, decidiu não mais congregar conosco. Fiquei muito triste por muito tempo e até achei que tinha falhado em minha missão. Porém, na verdade, eu tinha feito a minha parte. Até hoje oro por ela e gostaria muito que voltasse. Não podemos desistir; precisamos interceder pelas pessoas. Mas a decisão foi dela, e eu não pude fazer nada. Por um tempo, isso afetou muito minha vida pessoal e meu ministério. Fiquei frustrado por não conseguir.
Nessa caminhada, tive algumas perdas. Meu esforço não foi suficiente para manter as pessoas no caminho. Porém, entendi que não posso interferir nas decisões das pessoas. Jesus mesmo não interfere; Ele deixa a pessoa se decidir. Porém, Ele está sempre chamando de volta e dando novas oportunidades. Nós podemos continuar orando, quem sabe podemos mudar a estratégia ou outra pessoa possa conseguir.
Precisamos nos cuidar. É normal se envolver, ficar triste, e tudo isso vai acontecer. Porém, essas coisas não podem parar a nossa vida. Afinal de contas, temos o reino de Deus pela frente e não podemos ficar parados.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
10 - Não tenha medo de investir nos outros
Não tenha medo de investir nos outros
“Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé.” 1 Timóteo 1:18,19
Muitas pessoas têm medo de investir nas outras; a maior preocupação delas é perderem seus cargos e posições. Por esse motivo, não investem o suficiente. Outros criam uma dependência, fazendo com que os discípulos fiquem dependentes delas e não deixam essas pessoas saírem do seu controle. Não podemos fazer isso, não podemos travar pessoas para que elas não cresçam. Se têm potencial para crescer, é necessário deixar crescer. Estamos trabalhando para o reino e não para nós mesmos, por isso, não devemos nos preocupar. Não há nada mais gratificante do que ver a pessoa que você ensinou e cuidou crescendo na obra do Senhor. É muito comum o pregador querer ser o melhor pregador da igreja, a pessoa que toca ou canta querer ser a melhor. Esse sentimento está em nós e queremos mantê-lo. É algo terrível e que faz mal para nós. Ficamos sempre com medo de que as pessoas nos ultrapassem, torcemos até para as coisas não darem certo para elas. Brigamos por posições, e isso não faz parte do reino de Deus. Devemos ter o pensamento de um professor que quer que seu aluno aprenda. Um bom professor tem orgulho quando o aluno consegue fazer aquilo que foi proposto, e se o aluno vai além, ele fica mais feliz, pois entende que contribuiu para o crescimento do aluno.
O apóstolo Paulo não tinha essa preocupação. Ele investia, dava o máximo de si para o crescimento dos outros. Paulo queria preparar pessoas, torná-las independentes e logo partir para investir em outras pessoas. O maior exemplo de investimento é Timóteo. Paulo pega um jovem tímido, muito novo, mas ensina a ele tudo, prepara e manda para a obra do Senhor. Os conselhos de Paulo estão sempre com Timóteo, porém, ele nunca travou seu crescimento nem criou um Timóteo dependente. Ele apresenta a necessidade da igreja e do reino de Deus, sem se preocupar se Timóteo iria ser melhor do que ele ou fazer mais sucesso do que ele. Não tenha medo, ensine tudo que você sabe. Não se preocupe, não trave o crescimento dos outros. Forme discípulos para Cristo, prepare bem com todo seu empenho e força. Afinal de contas, Deus deu essa pessoa para você investir, e você precisa cumprir essa demanda que lhe pertence. Seja um restaurador de vidas.
Estamos concluindo. Espero que você tenha gostado e agradeço por ter acompanhado. Que o Senhor Jesus lhe abençoe muitíssimo. Que você não fique somente nesse material; há vários livros que falam sobre discipulado. Aprofunde-se no assunto e invista para que o seu discipulado tenha melhor qualidade. Deus abençoe sua vida.
Claudio H. C. Duarte – www.sigaele.com.br
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